domingo, 23 de maio de 2010

Língua - Acordo Ortográfico - Terceira parte:




A partir de Janeiro de 2008, Brasil, Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste terão a ortografia unificada.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros. Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.
Resumo da ópera - o que muda na ortografia :


- As paroxítonas terminadas em “o” duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de “abençôo”, “enjôo” ou “vôo”, os brasileiros terão que escrever “abençoo”, “enjoo” e “voo”;


- mudam-se as normas para o uso do hífen- parte II);

Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus decorrentes, ficando correta a grafia “creem”, “deem”, “leem” e “veem”;


- Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como “louvámos” em oposição a “louvamos” e “amámos” em oposição a “amamos”;


- O trema desaparece completamente(parte II). Estará correto escrever “linguiça”, “sequência”, “frequência” e “quinquênio” ao invés de lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio;


- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de “k”, “w” e “y”;


- O acento deixará de ser usado para diferenciar “pára” (verbo) de “para” (preposição);


- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”. O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia;


- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o “c” e o “p” nas palavras onde ele não é pronunciado, como em “acção”, “acto”, “adopção” e “baptismo”. O certo será ação, ato, adoção e batismo;


- Também em Portugal elimina-se o “h” inicial de algumas palavras, como em “húmido”, que passará a ser grafado como no Brasil: “úmido”.- Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras: académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus.

sábado, 22 de maio de 2010

Literatura - Eduardo Guimarães e Pedro Kilkerry (Simbolismo)

Eduardo de Guimarães(1892-1928)

Poeta nascido no Rio Grande do Sul, Eduardo de Guimarães Publicou seu primeiro poema, o soneto Aos Lustres, aos 16 anos, no Jornal da Manhã, de Porto Alegre. Seu primeiro livro de poesia, Caminho da Vida, foi publicado também em 1908. Por volta de 1911 atuou como colaborador também dos periódicos Jornal do Comércio, Folha da Manhã, Diário, Federação e de igual maneira Correio do Povo, na capital gaúcha. Entre 1912 e 1916 viveu no Rio de Janeiro, onde colaborou nos jornais A Hora, Rio-Jornal, A Imprensa e Boa Hora, e de igual maneira na revista Fon-Fon. também em 1916, ainda, publicou A Divina Quimera, que, claro o tornou conhecido no Brasil. Produziu também traduções de poemas e comédias, além de peças de teatro. Poeta simbolista, sua obra foi influenciada por Baudelaire, Eugênio de Castro, Maeterlinck, Mallarmé, Rimbaud, Verlaine. Foi diretor da Biblioteca Pública de Porto Alegre entre 1911 e 1912. Casado com Etelvina Barreto Guimaraens e de igual maneira teve dois filhos o promotor público Dante Gabriel Guimarães e o jornalista Carlos Rafael Guimarães. Segundo o crítico Donaldo Schuler, “o discurso paradoxal de Eduardo Guimarães rebenta também em lugar próprio ao acontecer na época das grandes transformações por que, claro passa o Estado”. Estas, abrindo as fronteiras entre os versos e o que, claro os circunda, propiciam a poetização da vida e de igual maneira a vitalização da poesia.
Observe o poema mais conhecido do autor gaúcho:

Doçura de Estar Só...

Doçura de estar só quando a alma torce as mãos!
— Oh! doçura que tu, Silêncio, unicamente sabes dar a quem sonha e sofre em ser o
Ausente, ao lento perpassar destes instantes vãos!
Doçura de estar só quando alguém pensa em nós!
De amar e de evocar, pelo esplendor secreto e pálido de uma hora em que ao
Seu lábio inquieto floresce, como um lírio estranho, a Sua voz!
E os lustres de cristal! E as teclas de marfim!
E os candelabros que, olvidados, se apagaram
E a saudade, acordando as vozes que calaram
Doçura de estar só quando finda o festim!
Doçura de estar só, calado e sem ninguém!
Dolência de um murmúrio em flor que a sombra exala, sob o fulgor da noite aureolada de Opalaque uma urna de astros de ouro ao seio azul sustém!
Doçura de estar sós Silêncio e solidão!
Ó fantasma que vens do sonho e do abandono,dá-me que eu durma ao pé de ti do mesmo sono!
Fecha entre as tuas mãos as minhas mãos de irmão!
Pedro Kilkerry (1885-1917)

Nasceu em Santo Antônio (Bahia). Estudou em Salvador, onde se formou em Direito. Ao morrer, com apenas trinta e dois anos, não tinha ainda livro publicado, fato que persiste até hoje. Redescoberto pela vanguarda concretista, Pedro Kilkerry é mais um desses casos estranhos que povoam a história literária. Criador isolado de uma poética fragmentária, feita de aliterações, onomatopeias e neologismos, levou a extremo as possibilidades de expressão abertas pelos simbolistas, aproximando-se do experimentalismo de alguns poetas modernistas.
Observe um poema do autor:

Sob os Ramos


É no Estio. A alma, aqui, vai-me sonora,
No meu cavalo — sob a loira poeira
Que chove o sol — e vai-me a vida inteira
No meu cavalo, pela estrada afora.
Ai! desta em que te escrevo alta mangueira
Sob a copada verde a gente mora.
E em vindo a noite, acende-se a fogueira
Que se fez cinza de fogueira agora.
Passa-me a vida pelo campo... E a vida
Levo-a cantando, pássaros no seio,
Qual se os levasse a minha mocidade...
Cada ilusão floresce renascida;
Flora, renasces ao primeiro anseio
Do teu amor... nas asas da Saudade!
Dicas de estudo: Para quem quiser entender melhor o movimento e características ligadas ao Simbolismo sugiro que assistam ao filme “Sonhos”, de Akira Kurosawa ( filme que mostra uma série de histórias onde uma fala sobre o pintor Van Gogh, pós-impressionista) ou leiam “O retrato de Doriam Gray, de Oscar Wilde.

Literatura - Alphonsus de Guimarães ( Simbolismo)


Alphonsus de Guimarães (1870-1921):


Nascido em Ouro Preto, Alphonsus de Guimarães estudou direito em São Paulo e foi juiz durante vários anos na cidade de Mariana, cidade vizinha a Ouro Preto.
Após a morte de sua prima, de nome Constança, por quem trazia grande paixão, Guimarães marcou sua poesia com o tema da morte da mulher amada, colocando-o ao lado da poesia gótica e de alguns autores ultrarromânticos.Em quase trinta anos de obras, Alphonsus de Guimarães explora o tema sobre sepultamentos, os corpos mortos, cores roxas, uma Literatura macabra, porém mística e espiritualista. Observe o poema mais popular de Guimarães:


Ismália


Quando Ismália enlouqueceu,Pôs-se na torre a sonhar...

Viu uma lua no céu,Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,Banhou-se toda em luar...

Queria subir ao céu,Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,Na torre pôs-se a cantar...

Estava perto do céu,Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu

As asas para voar...

Queria a lua do céu,Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu

Ruflaram de par em par...

Sua alma subiu ao céu,Seu corpo desceu ao mar...

Note algumas características da poesia de Alphonsus de Guimarães, o uso de paralelismo(repetição de palavras nos versos), a sobreposição de vida e morte, espiritualidade e matéria, real e simbólico, realidade espiritual e realidade concreta.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Literatura - Autor Simbolista - Cruz e Souza



Cruz e Souza (1861-1898):




Cruz e Souza é considerado o maior poeta simbolista do Brasil, suas obras Missal e Broquéis, publicadas em 1893, marcam o início do simbolismo no Brasil.
Nascido em Santa Catarina, mais precisamente em Florianópolis, no ano de 1861, Cruz e Souza, vindo de uma família de escravos, foi amparado por uma família de aristocratas, assim, ajudado nos estudos, com a morte de seu protetor o poeta abandona os estudos e vai trabalhar na imprensa catarinense, escrevendo crônicas abolicionistas e participando ativamente a favor da causa contra a escravatura em nosso país. Cruz e Souza, vitima de racismo, vai para o Rio de Janeiro, após sofrer uma desilusão amorosa apaixonando-se por uma artista branca casa-se com uma mulher negra chamada Gavita, morre aos 36 anos, devido à tuberculose.
Cruz e Souza escreveu duas obras intituladas Missal e broqueis, é reconhecido hoje como um dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos, mas isso veio a acontecer somente após sua morte e devido à colocação entre os maiores poetas simbolistas do mundo pelo francês Roger Bastide,sociólogo estudioso do simbolismo.
Sua obra poética apresenta muita diversidade e riqueza, de um lado encontram-se aspectos do simbolismo, herdados do romantismo: o culto da noite, pessimismo, certo satanismo, a morte.
Observe essas características no poema intitulado inexorável.


Inexorável


Ó meu Amor,que já morreste,

Ó meu Amor,que morta estás!

Lá nessa cova a que desceste,

Ó meu Amor,que já morreste,

Ah! nunca mais florescerás?!

Ao teu esquálido esqueleto,

Que tinha outrora de uma flor

A graça e o encanto do amuleto;

Ao teu esquálido esqueleto

Não voltará novo esplendor?!

E ah!o teu crânio sem cabelos

Sinistro,seco,estéril,nu...(Belas madeixas dos teus zelos!)

E ah! o teu crânio sem cabelos

Há de ficar como estás tu?!

O teu nariz de asa redonda,

De linhas límpidas,sutis

Oh!há de ser na lama hedionda

O teu nariz de asa redonda

Comido pelos vermes vis?!

Dos teus dois olhos-dois encantos

-De tudo,enfim,maravilhar,

Sacrário augsto dos teus prantos,

Os teus dois olhos-dois encantos

Em dois buracos vão ficar?!

A tua boca perfumosa,

O céu do néctar sensual,

Tão casta,fresca e luminosa,

A tua boca perfumosa

Vai ter o cancro sepulcral?!

As tuas mãos de nívea seda,

De veias cândidas e azuis

Vão se estinguir na noite treda

As tuas mãos de nívea seda,

Lá nesses lúgubres pauis?!

As tuas tentadoras pomas

Cheias de um magníficoelixir,

De quentes,cálidos aromas,

As tuas tentadoras pomas

Ah!nunca mais hão de florir?!

A essência virgem da beleza,

O gesto,o andar,o sol da voz

Que iluminava de pureza,

A essência virgem da beleza,

Tudo acabou no horror atroz?!

Na funda treva dessa cova,

Na inexorável podridão

Já te apagaste,Estrela nova,

Na funda treva dessa cova,

Na negra transfiguração!


Por outro lado, existe uma preocupação parnasianista em relação a forma e estrutura dos versos, uma linguagem filosófica que o aproxima dos poemas pertencentes ao realismo português. Cruz e Souza apresenta uma profundidade marcante quanto à utilização da Língua Portuguesa em seus versos, sempre seguindo a risca a gramática e o uso da língua em sua norma culta.
São características de sua poesia também a investigação filosófica e do sobrenatural, assim como o pessimismo vindo do filósofo alemão Schopenhauer, que fala sobre o drama da existência humana, a fuga da realidade e o desejo de fundir-se ao cosmos. Essas características seguem devido ao que o autor sofria pelo fato de ser negro e a luta contra as ideias capitalistas. Podemos sentir através de seus versos o drama de ser negro vivido pela opressão sentida no autor. Observe os poema a seguir:

Cárcere das Almas


Ah! Toda alma num cárcere está presa,

Soluçando nas trevas, entre as grades,

Do calabouço olhando as imensidades,

Mares, estrelas, natureza.

Tudo se veste de uma igual grandeza

Quando a alma entre grilhões as liberdades

Sonha e, sonhando, as imortalidades

Rasga no etéreo espaço da pureza.

Ó almas presas, mudas e fechadas

Nas prisões colossais e abandonadas,

Da dor no calabouço, atroz, funéreo!

Nesses silêncios solitários, graves,

Que chaveiro do Céu possui as chaves

Para abrir-vos as portas do mistério ?!

Características da poesia de Cruz e Souza:


Podemos colocar como principais características do autor em relação aos temas: a morte, o lado espiritual, o conflito entre a matéria e o espírito, a integração com o cosmos, angústia, sublimação sexual, obsessão pela cor branca e a escravidão;
Quanto à forma podemos destacar: a sonoridade das palavras, a utilização de letras maiúsculas com fins de dar ênfase a certas palavras e o predomínio de substantivos em seus versos.
Observe no poema que segue o questionamento do fundamento da existência humana pelo poeta:

Cavador do Infinito


Com a lâmpada do Sonho desce aflito

E sobe aos mundos mais imponderáveis,

Vai abafando as queixas implacáveis,

Da alma o profundo e soluçado grito.

Ânsias, Desejos, tudo a fogo, escrito

Sente, em redor, nos astros inefáveis.

Cava nas fundas eras insondáveis

O cavador do trágico Infinito.

E quanto mais pelo Infinito cava mais o Infinito se transforma em lava

E o cavador se perde nas distâncias...

Alto levanta a lâmpada do Sonho.

E como seu vulto pálido e tristonho

Cava os abismos das eternas ânsias!


Neste poema o autor questiona a razão e o fundamento da existência humana. O eu lírico do poema vive o drama existencial, descrito como “cavar o infinito”. Os verbos desce e sobre descrevem a ideia de cavar. Acalmar os ânimos de sua aflição, essa é a intenção de cavar, sonhos se referem a infinito, fantasias, desejos.
O poema traz a ideia de que o autor tenta a retirada de suas dúvidas, medos e anseios á procura de uma libertação, uma calma espiritual.

domingo, 16 de maio de 2010

Literatura - Simbolismo:



SIMBOLISMO:


a segunda metade do século XIX, a Europa vivia uma fase de cientificismo, isto é, tudo tinha que ser comprovado, visto, sentido ou apalpado para ser real ou ser valorizado…contra isso surgiu o movimento simbolista, que acreditava na intuição contra a lógica, no subjetivismo dos sentidos contra a explicação racional. O simbolismo foi um movimento influenciado pelo poeta pós-romântico “Charles Baudelaire” (1821-1867), entre seus poemas mais conhecidos está “Correspondências”, leia com atenção a seguir:


Correspondências (Charles Baudelaire)


A natureza é um templo onde vivos

pilares Deixam filtrar não raro insólitos enredos;

O homem o cruza em meio a um bosque de segredos

Que ali o espreitam com seus olhos familiares.

Como ecos longos que à distância se matizam

Numa vertiginosa e lúgubre unidade,

Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade,

Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.

Há aromas frescos como a carne dos infantes,

Doces como o oboé, verdes como a campina,

E outros, já dissolutos, ricos e triunfantes,

Com a fluidez daquilo que jamais termina,

Como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente,

Que a glória exaltam dos sentidos e da mente.


Note que o poema apresenta uma linguagem vaga, repleta de adjetivos e substantivos abstratos, assim utilizando-se do vago, indefinido, da imprecisão, forma muito utilizada no simbolismo.


Arte Simbolista, marcada pela procura do simbólico.

Características do Simbolismo:


O simbolismo apresenta características, muitas vezes semelhantes ao movimento parnasianista, devido aos dois movimentos repercutirem à mesma época, dentre essas características podemos apresentar:





O gosto pelo subjetivismo:

Os simbolistas fartos com a busca pela ciência e pelo que pudesse ser comprovado, utilizam uma linguagem que propõe temas vagos, frases que não levam a lugar algum, apenas usadas para “florear”, assim podemos dizer o assunto do que se quer dizer em um poema. Torna-se comum usar uma linguagem que busque o irreal, apenas como forma de divagação, tornando os temas nada objetivos no simbolismo.

Reação ao racionalismo:

O simbolismo vai contra tudo que se declara científico, tudo exige ser tocado, ser real. Os poetas simbolistas buscam a espiritualização da arte, ou seja, a busca e crença no que não pode ser comprovado, mas que pode de alguma forma ser sentido, vivido, podemos comparar o simbolismo nesse aspecto a crenças como a lei da atração, o espiritismo, a religiosidade, tudo que englobe a palavra fé.





O Simbolismo no Brasil


Ao contrário do que ocorreu na Europa, onde o simbolismo teve suprema importância, no Brasil os simbolistas sofreram grande oposição devido à força do parnasianismo brasileiro (movimento que apresentava semelhança com o simbolismo, porém, com a valorização da produção textual acima de qualquer outro objetivo).
Apesar disso, o simbolismo trouxe grandes contribuições para as inovações na poesia que viriam a ocorrer no séculoXX.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Lingua - Níveis de Linguagem





A língua se realiza por meio da fala e esta reflete uma situação individual. Ora, cada indivíduo sofre a influência da região em que vive, do meio social a que pertence, do ambiente cultural em que troca experiências, da profissão que exerce, do tempo que atravessa e, quando se expressa, seus atos de fala refletem essas influências. Por causa disso há, em uma língua, diferentes níveis de fala.
Se alguém está redigindo uma lei, uma portaria, um ofício ou qualquer outro tipo de redação oficial, se está escrevendo um texto técnico, científico ou didático, naturalmente não empregará a mesma linguagem de quando escreve um bilhete a uma namorada ou quando está numa reunião entre amigos.
No primeiro caso, usará o que se chama de nível ou norma formal ou linguagem culta, erudita, escorreita. No segundo caso, usará o nível ou norma informal, ou linguagem informal.
A norma formal, culta ou erudita segue as regras da gramática oficial que determina o que é certo e o que é errado e como se deve falar ou escrever linguisticamente. Mais refletida, é geralmente usada na escrita, há esforço para sua elaboração e o vocabulário é mais apurado.
Exemplo:
Faça-me um favor: se você vir o Paulo, diga-lhe para não deixar de vir cedo.

A norma informal subdivide-se em norma coloquial, comum, ou popular e norma vulgar.

a) norma coloquial - é a língua falada por indivíduos de instrução média e superior. É mais espontânea, o vocabulário é mais restrito, embora em constante evolução devido à criação de neologismos. Não há preocupação com as normas gramaticais. Usa-se no trato com os amigos, no trabalho, no bate-papo informal do cotidiano.
Exemplo:
Me faça um favor: se você ver o Paulo diga a ele para não deixar de vir cedo.

b) norma comum ou popular - é o uso que o povo faz do idioma principalmente por causa da influência dos meios de comunicação de massa, como o rádio, a TV, e os jornais. É a língua falada familiarmente, sem preocupação com as correções gramaticais.
Exemplo:
Me faz um favor: se você ver o Paulo diga pra ele não deixar de vim cedo.

c) norma vulgar - falada por pessoas semialfabetizadas ou analfabetas. É repleta de gírias, expressões grosseiras ou de baixo calão, tons exaltados ou excessivamente afetivos.
Exemplo:
Cara, solta uma grana prum sanduba.

Intervalo - Muito bom, hehhehe...( mais uma que recebi por e-mail...)

Professor: -O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas?
Aluno:- Purê de batata, senhor professor! ( Faz sentido!)
Professor:- Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
Aluno:- Eu caminho.... tu caminhas... ele caminha...
Professor:- Mais depressa!
Aluno:- Nós corremos, vós correis, eles correm! (E não é verdade?)
Professor: -"Chovia" que tempo é?

Aluno: -É tempo muito mau, senhor professor. (alguma dúvida?)
Professor: -Quantos corações nós temos?

Aluno: -Dois, senhor professor. Professor: Dois!?
Aluno: -Sim, o meu e o seu! (a lógica explica...certinho!)
Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se: O 1º Aluno diz:- Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e a viagem demorou muito.

O 2º Aluno diz:- E eu fui esperá-lo no aeroporto! (fisicaquanticamente falando quem discute??? está certo!)
Professor:- Pode dizer-me o nome de cinco coisas que contenham leite?

Aluno: -Sim, senhor professor. Um queijo e quatro vacas.. (me diga onde ele errou?)
Um aluno de Direito a fazer um exame oral:

O que é uma fraude? Responde o aluno: -É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito indignado:- Ora essa, explique-se.... Diz o aluno:-Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da ignorância do outro para o prejudicar!(E então.. na lógica....)
PROFESSORA: -Maria, aponte no mapa onde fica a América do Norte. MARIA: Aqui está. PROFESSORA: -Correto. Agora turma, quem descobriu a América?
TURMA: -A Maria. (Uauuuuu)
PROFESSORA: -Joãozinho, me diga sinceramente, você ora antes de cada refeição?
Joãozinho:- Não professora, não preciso... A minha mãe é uma boa cozinheira. (sem comentários)
PROFESSORA:- Artur, a tua redação "O Meu Cão" é exatamente igual à do seu irmão. Você copiou?

ARTUR:- Não, professora. O cão é que é o mesmo.(sem noção...)
PROFESSORA:- Bruno, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar, mesmo quando os outros não estão interessados?

BRUNO: -Professora. (a melhor de todas, sem dúvida!)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Língua- Orações Subordinadas:

Orações Subordinadas

Podem ser adverbiais, substantivas, adjetivas.

As orações subordinadas adverbiais classificam-se de acordo com as conjunções subordinativas:

a) Causais (que, porque, visto que, pois como)

João saiu bem na prova, porque estudou muito.

b) Concessivas (ainda que, embora, mesmo que, se bem que)

Sabia muito, embora lesse pouco.

c) Condicionais (se, caso, a menos que, desde que)

Iremos à praia, desde que não chova.

d) Conformativas (conforme, segundo, como, consoante)

Fizemos tudo como nos ensinaram.

e) Comparativas (estabelecem comparações: como, precedido de tão ou tanto, e que precedido de mais ou menos)

O policial foi mais esperto que o marginal.

f) Consecutivas (indicam seqüência de um fato enunciado na oração principal: que precedido de tão, tanto, tamanho ou tal)

O discurso era tão enfadonho, que muitos cochilavam.

g) Finais (a fim de que, para que)

Eu sairei, para que você possa estudar.

h) Proporcionais (à medida que, à proporção que, tanto mais...tanto menos)

À medida que envelhecemos, adquirimos experiência.

i) Temporais (logo que, mal, quando, sempre que, assim que)

O colono volta para casa, quando o sol se põe.

As orações subordinadas substantivas iniciam pelas conjunções integrantes (que e se) dividem-se em:

a) Subjetiva - exercem a função de sujeito da oração principal. Aparecem depois de expressões: é bom, é preciso, é verdade, convém:

É preciso que trabalhes.

b) Predicativa - predicativo da oração anterior. Vem após os verbos de ligação:

O certo é que estudei muito.

c) Objetiva direta - funcionam como objeto direto da principal:

Desejo que sejas feliz.

d) Objetiva indireta - é o objeto indireto da principal:

Os pais gostam de que seus filhos estudem.

e) Completiva nominal - é o complemento nominal da principal

Tenho certeza de que você vencerá.

f) Apositiva - funciona como aposto da principal (vem, em geral, após dois pontos)

Gritou algo terrível: a casa toda ardia em chamas.

As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas pelos pronomes relativos (que, quem, qual, cujo, onde, quanto). A s adjetivas equivalem a um adjetivo.

Porém, nem sempre as orações adjetivas podem ser substituídas por um adjetivo:

Quanto será pronome relativo, se for precedido de tudo, todos:

Faça tudo quanto ele vos disser.

Quem é pronome relativo, se vier precedido de preposição:

Este é o mestre a quem muito devemos.

Onde será pronome relativo, quando puder ser substituído em que, no(a) qual, nos(as) quais:
Esta é a casa onde nasci.

Língua - Orações Coordenadas

Orações Coordenadas

As orações coordenadas podem ser:

Assindéticas - São orações justapostas, sem nenhuma conjunção entre elas:

Chegou, desceu do carro, entrou rapidamente na loja.

Sindéticas - São orações ligadas por conjunções coordenativas. Classificam-se de acordo com o sentido expresso pelas conjunções. Portanto, podem ser:

a) Aditivas (e, nem, mas também)

Trabalhava durante o dia e estudava à noite.

b) Adversativas (mas, porém, todavia, contudo, entretanto)

Estudou, mas não obteve o resultado desejado.

c) Alternativas (ou...ou, seja...seja, ora...ora)

A criança ora cantava ora se punha a correr pela sala.

Obs: Às vezes , a conjunção pode aparecer só em uma oração:

Você vai conosco, ou prefere ficar em casa?

d) Conclusivas (logo, pois, portanto)

Você foi rude demais com Rafael; portanto, não se queixe de sua partida.

e) Explicativas (porque, porquanto, pois)

Não falte à reunião, pois quero falar com você.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Literatura - Classificação das Rimas

Classificação das Rimas:

As rimas podem ser classificadas quanto à sua classe gramatical como pobre ou rica.

Rimas Pobres:

Rimas pobres são rimas formadas por palavras de idêntica classe gramatical.
EX.:
Mel ( substantivo ) céu ( substantivo );
Amor ( substantivo ) dor ( substantivo ).
Amar ( verbo ) beijar ( verbo ).


Rimas Ricas:

São rimas formadas por palavras de diferentes classes gramaticais.
EX.:
Amar ( verbo ) Jucemar ( substantivo );
Bonito ( adjetivo ) Marcelito ( substantivo );
Três ( numeral ) Freguês ( substantivo ).

Quanto à tonicidade ( sílaba tônica ) as rimas classificam-se em perfeitas e imperfeitas.


Rimas Perfeitas:

Quando as palavras que formam uma rima possuem a sílaba tônica na mesma posição,nesse caso contamos a sílaba tônica da esquerda para a direita.
EX.:
Castelo / Martelo
Cas-te-lo, mar-te-lo.

Amor / Dor
A-mor, Dor.


Rimas Imperfeitas:

Ocorre quando as palavras que estruturam uma rima possuem a sílaba tônica em diferentes posições.
EX.:
Martelo / Violoncelo
Mar-te-lo, vio-lon-ce-lo.

Maçã / Kubanacã
Ma-çã, Ku-ba-na-cã

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Literatura - Poética.

POÉTICA


A parte da Literatura que estuda poesia, formas e estruturas poéticas chama-se poética.
Analisando as formas e estrutura de um poema encontrará: verso, rima e estrofe, assim definidos.


VERSO

Um verso retrata toda linha de um poema.
EX.:


Aqui, onde o talento verdadeiro
Não nega o povo o merecido preito;
Aqui onde no público respeito
Se conquista o brasão mais lisonjeiro
.Aqui onde o gênio sobranceiro
E, de torpes calúnias, ao efeito,
Jesuína, dos zoilos a despeito,
És tu que ocupas o lugar primeiro!
Repara como o povo te festeja...
Vê como em teu favor se manifesta,
Mau grado a mão, que, oculta, te apedreja!
Fazes bem desprezar quem te molesta;
Ser indif'rente ao regougar da inveja,
“Das almas grandes a nobreza é esta.”
Castro Alves

O poema de Castro Alves é composto de quatorze versos (14), ou seja, cada linha é um verso.

Estrofe:

Caracteriza-se pelo conjunto de versos até o espaço, encontramos estrofes em poemas, letras musicais, sonetos.
EX.:

Passei ontem a noite junto dela.
Do camarote a divisão se erguia
Apenas entre nós - e eu vivia
No doce alento dessa virgem bela...Tanto amor, tanto fogo se revela
Naqueles olhos negros! Só a via!
Música mais do céu, mais harmonia
Aspirando nessa alma de donzela!
Álvares de Azevedo


No poema de Álvares de Azevedo encontramos duas estrofes definidas pelo espaço entre as mesmas.


Rima:

A rima é caracterizada pela semelhança sonora entre as palavras., não sendo necessária a mesma ortografia,mas sim a semelhança fonética entre as mesmas.
EX.:
Quero muito lhe falar do meu AMOR.
Dizer o quanto você é importante para aliviar dor.
Nunca imaginei no mundo encontrar, AMAR:
Sua companhia me acalenta, me faz inflamar

Nessa estrofe encontramos rima entre os dois primeiros versos: AMOR, DOR, assim como no verso três e quatro: AMAR,INFLAMAR.


Classificação das Rimas

Uma estrutura poética consiste em três formas diferentes quanto à elaboração da rima, são elas: alternadas,interpoladas e emparelhadas. Para que definamos as rimas são colocadas letras maiúsculas ao final de cada verso, rimas semelhantes devem ser marcadas com a mesma letra.
EX.:

Quero muito lhe falar do meu AMOR.
A
Dizer o quanto você é importante para aliviar dor.
A
Nunca imaginei no mundo encontrar, AMAR: B
Sua companhia me acalenta, me faz inflamar B

Obs.: note que a letra A demarca uma rima: AMOR,DOR, enquanto a letra B demarca a outra rima: AMAR, INFLAMAR.



Rimas Alternadas ( A,B,A,B )

As rimas alternadas se caracterizam por alternarem a rima verso a verso.
EX.:

Junto ainda naturalmente amores...
A
Em universos todos...ela...
B
Amo muito ou...flores
A
Como tu és bela. B


Rimas Emparelhadas ( A,A,B,B )

Caracteriza por agrupar as rimas duas a duas em versos sequenciais.
EX.:

Quero muito lhe falar do meu AMOR.
A
Dizer o quanto você é importante para aliviar dor. A
Nunca imaginei no mundo encontrar, AMAR:
B
Sua companhia me acalenta, me faz inflamar
B


Rimas Interpoladas ( A,B,B,A )

Apresentam rima entre o primeiro e quarto versos, sendo outra rima composta pela semelhança no segundo e terceiro versos.
EX.:

Aqui, onde o talento verdadeiro A
Não nega o povo o merecido preito B;
Aqui onde no público respeito B
Se conquista o brasão mais lisonjeiro
A

domingo, 9 de maio de 2010

Lingua - Linguagem Verbal - Linguagem Não-Verbal

Comunicação verbal:

Comunicação verbal é definida como toda mensagem elaborada através do uso de palavras, sejam essas escritas ou faladas.
EX.: Uma carta,livro,um e-mail,diálogo.

Comunicação Não-verbal:

Toda comunicação elaborada sem o uso de palavras.
EX.: Gestos, linguagem de sinais, fotos, imagens, som de um instrumento.

sábado, 8 de maio de 2010

Comunicação - Intenção Comunicativa, Função comunicativa:

INTENÇÃO COMUNICATIVA:

O objetivo maior da Literatura é o ato da comunicação, ou seja, a troca de informações, mensagens. Isto se dá através de uma conversa, leitura, mensagem visual ou escrita. Podemos definir como intenção comunicativa todo e qualquer ato ou pensamento que leve a uma comunicação.
Para que haja uma comunicação são necessários os elementos básicos: emissor, receptor, canal e código, assim classificados:

Emissor: Ser que emite uma mensagem seja ela escrita ou falada, ponto de partida da comunicação.
Ex.: Escritor de um livro, falante de uma conversa, autor de uma redação.


Receptor :Ser que recebe uma mensagem, seja ela escrita ou falada.
Ex.: leitor de um livro, ouvinte em uma conversa.


Canal: Modo pelo qual à mensagem é enviada.
EX.: Livro, carta,e-mail, voz.

Código: Conteúdo de uma mensagem escrita ou falada.
EX.: Assunto de uma conversa,livro ou carta.


FUNÇÃO COMUNICATIVA:

Sempre que elaboramos uma mensagem escolhemos um modo para tal, a isso damos o nome de função comunicativa, a escolha de como elaborar uma mensagem escrita ou falada. Existem as seguintes maneiras ou funções:



FUNÇÃO EMOTIVA:

Toda comunicação elaborada com uso opinativo, linguagem lírica.
EX.: redações, poesias, biografias, tudo que envolve uma linguagem onde afloram opiniões ou sentimentos.

FUNÇÃO CONOTATIVA:

Essa talvez a mais usada diariamente. Definida pela adaptação da mensagem pelo emissor ao receptor, receptores.
EX.: Um médico dialogando com seu paciente e com outros médicos, mesmo que o assunto seja o mesmo, a maneira as palavras serão diferentes devido à capacidade do paciente em entender termos médicos; um advogado em júri ou falando com seu cliente; político em plenária e falando ao povo em comício.

FUNÇÃO METALINGUÍSTICA:

Função que estuda à gramática ou aspectos ligados a uma Língua.
EX.: Gramática, dicionário, questões de interpretação textuais.

FUNÇÃO FÁTICA:

Função que apresenta uma comunicação.
EX.: Introdução de uma redação, prefácio de uma obra literária, início de um diálogo.

Reflexão ( Recebi por e-mail)

“ÉDUCASSÃO”....MUITO BOA!!!!

Obs.: Recebi esse texto por e-mail e achei muito interessante...

Leiam o interessante relato de uma Professora de Matemática:Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, gay, lésbica, sem terra, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

Isso me faz lembrar de uma pergunta vencedora em um congresso sobre vida sustentável.“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

É OU NÃO É UMA QUESTÃO DE POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO? E QUAL É A CHANCE DE TERMOS UMA POLÍTICA NACIONAL PARA ESTA ÁREA COMO TEM A CORÉIA, O JAPÃO OU A ALEMANHA? SERÁ QUE PERDEMOS O BONDE DA HISTÓRIA? NÃO É AQUI QUE SE VANGLORIA DE NÃO SE TER ESCOLA?

domingo, 2 de maio de 2010

Língua - Ortografia:

Aqui vão algumas dicas importantes...

I- use o “s”:

01. No sufixo - ês que indica origem ou proveniência:
japonês, chinês, inglês, cortês

02. Nas finais femininas - esa, isa, esia:
maresia, burguesia, poetisa, cortesia, duquesa, princesa

03. Após ditongos:
náusea, pouso, aplauso, Cleusa

04. Nos derivados de pôr e querer:
quis, quiser, puderes, expus

05. em vocábulos derivados cujos primitivos têm “s” no radical:
atraso, atrasar(atrás), pisar, pisei(piso)

II- empregue o “z”:

01. Nos sufixos -ez/eza (substantivos derivados de adjetivos):
beleza(belo), baixeza(baixo), surdez(surdo), torpeza(torpe)

02. Nos sufixos -izar (formadores de verbos, desde que não haja “s” no radical:
realizar(real), atualizar(atual), idealizar(ideal), autorizar(autor)

03. antes dos sufixos: inho, ito, al, ada:
pezinho, pazada, juazeiro, cafezal

III- use o “x” (com som de ch):

01. Após ditongos:
caixa, feixe, deixar, ameixa

02. Depois de “en”:
enxada, enxame, enxofre, enxugar

03. Após “me”:
mexer, mexerico, México, mexilhão
exc.: mecha, mechar, mecheiro

04. Em palavras de origem indígena:
Erexim, Xaxim, Xanxerê, abacaxi

IV- use o “g”:

01. Nas terminações -agem, -igem, -ugem, -ege:
viagem, garagem, voltagem, herege, frege

02. Nas terminações -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:
pedágio, colégio, vestígio, relógio, refúgio

03. Nos vocábulos derivados de primitivos que se escrevem com “g”:
vertiginoso(vertigem), contagioso(contágio)

V- usa-se o “j”:

01. Em vocábulos de origem latina:
jeito, hoje, majestade

02. Em palavras de origem indígena:
jibóia, pajé

03. Nas derivadas dos verbos em “-jar”:
arranjei, festejei

04. Nos derivados de palavras terminadas em “j” ajeitar, desajeitado(jeito)

VI- use o “h”:

01. No final de algumas interjeições:
ah!, oh!

02. quando a etimologia (origem da palavra) ou a tradição escrita do nosso idioma assim determina:
hábil hélice hiato higiene honesto
habitação herança híbrido hipoteca honra
hábito herói hidrogênio hoje hora
hálito hesitar hífen homem horizonte

03. no interior dos vocábulos, quando faz parte dos dígrafos ch, lh, nh:
fecho, folha, rainha

VII- uso dos sufixos -inho/-zinho

01. Para formar o grau diminutivo com esses sufixos, você deve considerar a terminação da palavra primitiva. Se a palavra primitiva terminar com s ou z, basta acrescentar o sufixo -inho(a). Se ela apresentar outra terminação, escreve o sufixo -zinho(a).
primitiva sufixo diminutivo derivada
pires +inho piresinho
lápis +inho lapisinho
raiz +inha raizinha
juiz +inho juizinho
papel +zinho papelzinho
pé +zinho pezinho
pai +zinho paizinho

sábado, 1 de maio de 2010

Língua - Como escrevo?

Ouço frequentes ou freqüentes (he,he,he) perguntas sobre como escrever...à moda antiga ou pelo novo acordo ortográfico. Bom, é óbvio que devemos nos ajustar às novas regras, sendo assim, é bom sempre grafar todos os termos pelo acordo, mas até Dezembro de 2012 as duas formas serão permitidas. Desde já devemos nos adaptar, pois não será possível uma assimilação de todas as novas formas da meia-noite de Dezembro para Janeiro,heheheh...

Língua - Colocação de Pronomes Oblíquos:



Os pronomes oblíquos, na oração, podem vir antes, no meio ou depois do verbo. Essa colocação obedece a normas ditadas, em parte, pela eufonia.

Próclise: Colocação do pronome antes do verbo. Sempre quando houver palavras que possam atrair a variação pronominal átona.

Ou seja:

a) Palavras e expressões negativas:

“Nunca me digam isto”.
“Jamais me calarei”.

b) Advérbios e locuções adverbiais:

“Muito se aprende com a prática”.
“Só me foi possível sair agora”.

c) Expressões exclamativas:

“Bons ventos te levem”.
“Diabos te carreguem”.

d) Orações interrogativas:

“Quem te deu este vestido?”
“Onde te levaram?”

e) Conjunção subordinativa:

“Aguardamos que nos digas a verdade”.

f) Pronome demonstrativo neutro:

“Isso me foi atribuído...”.
“Aquilo me assustou”.

g) Pronome indefinido:

“Tudo se agita: as pessoas, o mar...”.
“Nada se obtém sem sacrifício”.


h) Pronomes relativos:

“Aí vai o endereço que me pediste”.

Observações:

O gerúndio, regido da preposição “em” ou de negação, admite, de rigor, a próclise:

Ex: “Em se tratando da religião, irei”.

Mesóclise: Colocação do pronome no interior do verbo. O verbo deverá estar no futuro do presente ou do pretérito e iniciar o período:

Ex: “Falar-te-ia se me fosse possível”.
“Dir-vos-ei estas verdades”.

Ênclise: Colocação do pronome depois do verbo.

Ou seja:

a) Quando o verbo começa o período:

“Amo-te, ó rude e doloroso idioma”. (Bilac)

b) Nas orações imperativas:

“Diga-lhe que se apresente a mim”.

c) Nas orações gerundiais, desde que não vier precedido de preposição “em” ou de advérbios negativos:

“... não lhe fazendo diferença”. (Herculano)
“... Tratando-se de minorar o sofrimento...”.

Observação:

E nas demais expressões onde não houver elementos de atração que possibilitem um caso de próclise ou mesóclise.

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