sábado, 1 de maio de 2010

Língua - Colocação de Pronomes Oblíquos:



Os pronomes oblíquos, na oração, podem vir antes, no meio ou depois do verbo. Essa colocação obedece a normas ditadas, em parte, pela eufonia.

Próclise: Colocação do pronome antes do verbo. Sempre quando houver palavras que possam atrair a variação pronominal átona.

Ou seja:

a) Palavras e expressões negativas:

“Nunca me digam isto”.
“Jamais me calarei”.

b) Advérbios e locuções adverbiais:

“Muito se aprende com a prática”.
“Só me foi possível sair agora”.

c) Expressões exclamativas:

“Bons ventos te levem”.
“Diabos te carreguem”.

d) Orações interrogativas:

“Quem te deu este vestido?”
“Onde te levaram?”

e) Conjunção subordinativa:

“Aguardamos que nos digas a verdade”.

f) Pronome demonstrativo neutro:

“Isso me foi atribuído...”.
“Aquilo me assustou”.

g) Pronome indefinido:

“Tudo se agita: as pessoas, o mar...”.
“Nada se obtém sem sacrifício”.


h) Pronomes relativos:

“Aí vai o endereço que me pediste”.

Observações:

O gerúndio, regido da preposição “em” ou de negação, admite, de rigor, a próclise:

Ex: “Em se tratando da religião, irei”.

Mesóclise: Colocação do pronome no interior do verbo. O verbo deverá estar no futuro do presente ou do pretérito e iniciar o período:

Ex: “Falar-te-ia se me fosse possível”.
“Dir-vos-ei estas verdades”.

Ênclise: Colocação do pronome depois do verbo.

Ou seja:

a) Quando o verbo começa o período:

“Amo-te, ó rude e doloroso idioma”. (Bilac)

b) Nas orações imperativas:

“Diga-lhe que se apresente a mim”.

c) Nas orações gerundiais, desde que não vier precedido de preposição “em” ou de advérbios negativos:

“... não lhe fazendo diferença”. (Herculano)
“... Tratando-se de minorar o sofrimento...”.

Observação:

E nas demais expressões onde não houver elementos de atração que possibilitem um caso de próclise ou mesóclise.

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