sábado, 21 de novembro de 2009

Língua - SUJEITO - Partícula apassivadora, Transformação: voz passiva.

• Sujeito indeterminado: ocorre quando a terminação do verbo e o contexto permitem reconhecer que: - existe um elemento ao qual o predicado se refere, mas - não é possível identificar quem é, nem quantos são esses elementos.
Exemplo: Chegaram da festa tarde demais.
Há duas maneiras de se indeterminar o sujeito:
- pode-se colocar o verbo na terceira pessoa do plural, sem referência a nenhum antecedente; Exemplo: Dizem péssimas coisas sobre você.
- justapondo-se o pronome se – índice de indeterminação do sujeito – ao verbo na terceira pessoa do singular.
Exemplo: Precisa-se de balconista.
* Quando o verbo está na terceira pessoa do plural, fazendo referência a elementos antecedentes, o sujeito classifica-se como determinado.
Exemplo: A sua família não te respeita. Dizem péssimas coisas sobre você.
* É preciso não confundir a classificação do sujeito em frases aparentemente equivalentes como as que seguem:
Exemplos: Discutiu-se o fato. Discordou-se do fato.
Na primeira, o sujeito é determinado; na segunda é indeterminado. Para compreender a diferença entre um caso e outro, é preciso levar em conta que o pronome se pode funcionar como:
Partícula apassivadora: nesse caso, sempre há na frase um sujeito determinado;
Índice de indeterminação do sujeito: nesse caso, o sujeito é indeterminado. Se – Partícula apassivadora Quando o pronome se funciona como partícula apassivadora, ocorre a seguinte estrutura:
• Verbo na terceira pessoa (singular e plural) • Pronome se;
• Um substantivo (ou palavra equivalente) não precedido de preposição;
• É possível a transformação na voz passiva com o verbo ser (voz passiva analítica).

Exemplo: Contou-se a história.
verbo na 3ª pessoa
pronome
substantivo sem preposição.

Transformação:
Foi contada a história.
voz passiva analítica (com o verbo ser)

A análise da frase anterior será então a seguinte:
Contou-se a história.
Voz passiva sintética ou pronominal
partícula apassivadora
sujeito determinado simples


Se – Índice de indeterminação do sujeito Quando o pronome se funciona como índice de indeterminação do sujeito, ocorre esta estrutura:
• Verbo na terceira pessoa do singular;
• Pronome se;
• Não ocorre um substantivo sem preposição que possa ser colocado como sujeito do verbo na voz passiva analítica.
Exemplo:


Falou-se da história.
verbo na 3ª pessoa do singular
pronome
substantivo com preposição.

Transformação na voz passiva analítica – não é possível. A frase terá então a seguinte análise:
? falou se da história
sujeito indeterminado
verbo na voz ativa
índice de indeterminação do sujeito
objeto.

Resumão:

Sujeito inexistente: ocorre quando simplesmente não existe elemento ao qual o predicado se refere.
Exemplo: Choveu durante o dia.
O verbo que não tem sujeito chama-se impessoal e os verbos impessoais mais comuns são os seguintes: - haver: no sentido de existir, acontecer e na indicação de tempo passado. Exemplo: Houve poucas reclamações.
- fazer: na indicação de tempo passado e de fenômenos da natureza. Exemplo: Faz dois anos que te perdi.
- ser: na indicação de tempo e distância. Exemplo: É dia.
- todos os verbos que indicam fenômenos da natureza; Exemplo: Nevou durante a madrugada. Choveu muito durante o dia.

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