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sábado, 24 de março de 2012

Literatura - A Importância da Literatura.








Literatura e Contexto Histórico:







O estudo da Literatura é uma arte. E, como tal, deve ser apreciada, analisada, entendida, sentida e assimilada, não decorada.





A Literatura está presente em todos os momentos da história. A cada movimento literário que surge uma nova visão do mundo e da sociedade está nele exposto. Então, devemos levar para a vida todo contexto literário que pudermos, assim estaremos evoluindo como indivíduo e como tal participando e atuando de forma direta na sociedade em que vivemos.





Os livros são escritos trazendo a história de um país, seus costumes e práticas sociais. Através deles podemos viajar pelos continentes e costumes mais diversos, perceber o momento vivido por determinada sociedade. Por exemplo, ao lermos Jorge Amado, Machado de Assis, ao viajarmos através dos poemas de Castro Alves e Augusto dos Anjos, estaremos entrando em períodos históricos vividos no Brasil passado. Assim, podemos perceber que os livros não apenas relatam histórias, mas retratam épocas e acontecimentos sociais, políticos, religiosos e culturais de uma nação. Quando entramos nas páginas de um livro estamos colhendo e vivenciando uma época.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Literatura. Pré-Modernismo:


No início do século XX, muitos escritores naturalistas, parnasianistas, realistas e simbolistas seguiam compondo suas obras, todavia,surgiam novos escritores com uma maneira nova na escrita,tanto nos temas escolhidos como na forma de linguagem e estrutura dos textos, forma influenciada pelos escritores e artistas europeus.


O pré-modernismo não foi realmente um movimento literário,mas sim uma transição que veio a introduzir a literatura e a arte moderna no Brasil. A principal referência dessa transição foi a semana da arte moderna, realizada em 1922.



Características do Pré-Modernismo:


Apesar de ainda presos, de certa forma, pela poesia romancista, naturalista, realista e simbolista, podemos notar duas características fundamentais nos autores pré-modernistas, são elas o interesse em mostrar o que acontecia no Brasil, ou seja, a realidade brasileira e a forma com que escreviam quanto à linguagem, isto é, havia a busca por uma linguagem mais simples, coloquial, a fim de identificar uma literatura tipicamente brasileira. Vejamos a seguir essas características de forma mais aprofundada.


O interesse pela realidade brasileira:


Os autores realistas e naturalistas, como Machado de Assis e Aluísio Azevedo, narravam o dia a dia do homem universal, fosse brasileiro ou não; nos autores pré-modernistas havia a preocupação com o homem brasileiro, eram temalizados assuntos relacionados ao aspecto social do brasileiro e sua forma de levar a vida junto à reflexão da sociedade brasileira e sua conduta com o povo, é possível notar essa característica nas obras de Graça Aranha, assim como em Euclides da Cunha e Monteiro Lobato. Os autores buscavam narrar os fatos relacionados à vida dos brasileiros, exceto na obra de Augusto dos Anjos, que foge do interesse social pela vida social do povo de nosso país, podemos observar grande interesse com a vida meio a sociedade brasileira e com tudo que acontecia no Brasil.


A busca pela linguagem simples e coloquial:


Provocando muitas vezes a insatisfação de acadêmicos e poetas parnasianos, alguns autores do pré-modernismo procuraram utilizar uma forma de linguagem que se tornasse mais acessível aos brasileiros de qualquer classe. Escritores como Lima Barreto, que chegava a fugir das normas gramaticais da Língua, a fim de que pudesse ser entendido pelo maior número de leitores, com o objetivo de tornar a obra literária de algum modo ao alcance de qualquer um, podemos chamar isso de uma tentativa de popularização da arte literária.

sábado, 2 de abril de 2011

Moacyr Scliar - Biografia:


Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a comunidade judaica, a 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário, uma escola católica. Em 1955, passou a cursar a faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde se formou em 1962. Em 1963, inicia sua vida como médico, fazendo residência em clínica médica. Trabalhou junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU), daquela capital. Publica seu primeiro livro, “Histórias de um Médico em Formação”, em 1962. A partir daí, não parou mais. São mais de 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países. Em 1965, casa-se com Judith Vivien Oliven. Em 1968, publica o livro de contos "O Carnaval dos Animais", que o autor considera de fato sua primeira obra. Especializa-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Inicia os trabalhos nessa área em 1969. Em 1970, freqüenta curso de pós-graduação em medicina em Israel, sendo aprovado. Posteriormente, torna-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública. Seu filho, Roberto, nasce em 1979. A convite, torna-se professor visitante na Brown University (Departament of Portuguese and Brazilian Studies), em 1993, e na Universidade do Texas, em Austin. Colabora com diversos dos principais meios de comunicação da mídia impressa (Folha de São Paulo e Zero Hora). Alguns de seus textos foram adaptados para o cinema, teatro e tevê. Nos anos de 1993 e 1997, vai aos EUA como professor visitante no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University. Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar. O escritor faleceu no dia 27/02/2011, em Porto Alegre (RS), vítima de falência múltipla de órgãos.


Obras:

contos O Carnaval dos Animais (1968) A Balada do Falso Messias (1976) Histórias da Terra Trêmula (1976) O Anão no Televisor (1979) Os Melhores Contos de Moacyr Scliar (1974) Dez Contos Escolhidos (1984) Para Gostar de Ler - Vol. 9 (1984) - (resumo do conto ''Cego e amigo gedeão a beira da estrada'') O Olho Enigmático (1986) Contos Reunidos (1995) A Orelha de Van Gogh (1995) O Amante da Madonna (1997) Os Contistas (1997) Histórias para (quase) Todos os Gostos (1998) romances A Guerra no Bom Fim (1972) O Exército de um Homem Só (1973) Os Deuses de Raquel (1975) O Ciclo das Águas (1975) Mês de Cães Danados (1977) Doutor Miragem (1979) Os Voluntários (1979) O Centauro no Jardim (1980) Max e os Felinos (1981) A Estranha Nação de Rafael Mendes (1983) Cenas da Vida Minúscula (1991) Sonhos Tropicais (1992) A Majestade do Xingu (1997) A Mulher que Escreveu a Bíblia (1999) Os Leopardos de Kafka (2000) literatura juvenil Cavalos e Obeliscos (1981) A Festa no Castelo (1982) Memórias de um Aprendiz de Escritor (1984) No Caminho dos Sonhos (1988) O Tio que Flutuav.( 1988) Os Cavalos da República (1989) Pra Você Eu Conto (1991) Uma História Só pra Mim (1994) Um Sonho no Caroço do Abacate (1995) O Rio Grande Farroupilha (1995) Câmera na Mão, O Guarani no Coração (1998) A Colina dos Suspiros (1999) O Mistério da Casa Verde (2000) O Livro da Medicina (2000) crônicas Massagista Japonesa (1984) Um País Chamado Infância (1995) Dicionário do Viajante Insólito (1995) Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar (1996) ensaios A Condição Judaica (1987) Do Mágico ao Social: A Trajetória da Saúde Pública (1987) Cenas Médicas (1988) Se Eu Fosse Rotschild (1993) Judaísmo: Dispersão e Unidade (1994) Oswaldo Cruz (1996) Axão Transformada: História da Medicina na Literatura (1996) Porto de Histórias: Mistérios e Crepúsculos de Porto Alegre (2000) Meu Filho, o Doutor: Medicina e Judaísmo na História, na Literatura (2000)

terça-feira, 15 de março de 2011

Desafio: pontue corretamente.


Aí vai um desafio para quem quiser testar seus conhecimentos de Língua Portuguesa. Trata-se de um teste realizado em um curso na American Airlines. Na frase abaixo deverá ser colocado 1 ponto e 2 vírgulas para que a frase tenha sentido.

PENSE antes de ver a resposta que está ao final da postagem. Afinal, assim não seria um teste.


Essa já é difícil para brasileiro. Imagine para americano...




MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA PEGUE A TOALHA.







RESPOSTA :

Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pegue a toalha.

A 'pegadinha' está no fato do uso do verbo suar, confundindo com o pronome possessivo (sua)...

sábado, 10 de julho de 2010

Literatura - Parnasianismo:

O Parnasianismo surge a partir da segunda metade do séc. XIX, reagindo contra o sentimentalismo e a subjetividade romântica. Eles procuravam uma poesia mais cerebral, em que o belo deveria ser alcançado por meio de um trabalho meticuloso.
Origina-se de Parnasus, região montanhosa da Grécia. Segundo a lenda, ali moravam os poetas. Alguns críticos chegaram a considerar o Parnasianismo como uma espécie de Realismo na poesia. O autor Realista percebe a crise da “síntese burguesa”, já não acredita em valores da classe dominante, em compensação, o autor parnasiano mantém certa indiferença frente ai drama cotidiano, isolando-se numa “torre de marfim”, elaborando teorias de acordo com hedonismo, ou seja, preocupação com o prazer individual.

Características do Parnasianismo:


• Impessoalidade e objetividade: evitando fazer confissões pessoais, os poetas parnasianos procuravam fazer descrições objetivas de cenas e coisas, numa poesia pictórica, retratista, contrária a idealização romântica. Vasos, estátuas, elementos exóticos, históricos, filosóficos, arqueológicos e mitológicos.
• Visão carnal da mulher: ao contrário dos românticos que descreviam a mulher idealizada, os parnasianos a descrevia como fêmea desejada e sadia.
• Arte pela arte: para os parnasianos a verdade era igual à beleza, e a beleza residia na forma; portanto, a arte não teria outra finalidade além da criação da beleza, não teria qualquer compromisso, não existiria função da sociedade, da religião, da moral etc. O único compromisso da arte seria com ela mesma, contudo veremos que os brasileiros não seguiram a risca este princípio.
• Culto da forma: em consequência da fórmula verdade= beleza = forma, os parnasianos buscaram a perfeita expressão, do que decorre.
a) predominância da técnica sobre a inspiração, da forma sobre o conteúdo;
b) assimilação dos ideais das artes plásticas, comparação doa poeta com o pintor, o escultor, o ourives;
c) procura da rima rica, rara, ou resultante da combinação de categorias gramaticais diferentes, aversão aos termos cognatos (originários da mesma raiz);
d) retorno aos modelos clássicos greco-latinos e alusão à mitologia;
e) correção gramatical, uso de vocábulos raros, inversão frasal;
f) procura da palavra perfeita (mot juste);
g) predileção pelo soneto, abandono do verso branco;
h) repúdio a hiato, encontro de duas vogais no fim de uma palavra e no princípio de outra: be/le/za é ân/sia;
i) sonetos terminados com “chave de ouro”, isto é, com um verso final bem escrito, procurando condensar uma idéia e arrematando o poema com um belo efeito.
Parnasianos da prosa: Rui Barbosa, Coelho Neto, Xavier Marques, e outros.

Principais autores:

• Olavo Bilac: um dos poetas mais combatidos pelos modernistas por apresentar certos traços românticos em sua poesia. Ele tem como característica dominar a poética e a língua, devido a sua extrema preocupação com o refinamento formal.

O poeta ufanista:

Olavo Bilac cantou os símbolos pátrios, a mata, as estrelas, as crianças, os soldados, a bandeira, os dias nacionais, etc. Veja-se o soneto “Pátria”:

“Pátria, latejo em ti, no teu lenho, por onde
Circulo! E sou perfume, e sombra, e sol, e orvalho!]
E, em seiva, ao teu clamor a minha voz responde,]
E subo do teu cerne ao céu de galho em galho!]

Dos teus liquens, dos teus cipós, da tua fronde,]
Do ninho que gorjeia em teu doce agasalho,
Do fruto a amadurar que em teu seio se esconde]
De ti, - rebento em luz e em cânticos me espalho!

Vivo, choro em teu pranto; e, em teus dias felizes,]
No alto, como uma flor, em ti, pompeio e exulto!]
E eu, morto - sendo tu cheia de cicatrizes,

Tu golpeada e insultada, - eu tremerei sepulto:
E os meus ossos no chão, como as tuas raízes,]
Se estorcerão de dor, sofrendo o golpe e o insulto!”]

Via-Láctea

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálido aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”


Obras:
Poesia: Poesias (“Panópilas”, “Via-Láctea”. “O caçador de esmeraldas”, “Sarças de fogo” e “Alma inquieta”) (1888); Sagres (1898); Poesias infantis (1904) e Tarde (1919).
Prosa: Crítica e fantasia (1904); Tratado de versificação (1905), em co-autoria.

• Raimundo Correia: sua poesia tem um tom melancólico e pessimista no questionamento da vida e sua transitoriedade. Porém, foi um mestre na construção verbal, caracterizando-se pela escolha prefeita do vocábulo e pelo domínio do verso e da língua. Seus poemas também serviram como ação política e social e às vezes com um fundo filosófico e ideológico.
Obras:
Poesia: Primeiros sonhos (1897); Sinfonias (1893); Versos e versões (1897); Aleluias (1891) e poesias (1898).
• Alberto de oliveira:

sua obra revela excessiva preocupação formal, gosto por preciosismos e sintaxe rebuscada. O exotismo, o sentimento contido, as imagens sugestivas, a linguagem às vezes nobre, mas sem arcaísmos, a tendência às descrições da natureza e as coisas antigas, a melancolia e saudade são características de sua poesia.
Obras:
Poesia: Canções românticas (1877-78); meridionais (1884); Sonetos e poemas (1895); Versos e rimas (1895) e Ramo de árvore (1922).

domingo, 16 de maio de 2010

Literatura - Simbolismo:



SIMBOLISMO:


a segunda metade do século XIX, a Europa vivia uma fase de cientificismo, isto é, tudo tinha que ser comprovado, visto, sentido ou apalpado para ser real ou ser valorizado…contra isso surgiu o movimento simbolista, que acreditava na intuição contra a lógica, no subjetivismo dos sentidos contra a explicação racional. O simbolismo foi um movimento influenciado pelo poeta pós-romântico “Charles Baudelaire” (1821-1867), entre seus poemas mais conhecidos está “Correspondências”, leia com atenção a seguir:


Correspondências (Charles Baudelaire)


A natureza é um templo onde vivos

pilares Deixam filtrar não raro insólitos enredos;

O homem o cruza em meio a um bosque de segredos

Que ali o espreitam com seus olhos familiares.

Como ecos longos que à distância se matizam

Numa vertiginosa e lúgubre unidade,

Tão vasta quanto a noite e quanto a claridade,

Os sons, as cores e os perfumes se harmonizam.

Há aromas frescos como a carne dos infantes,

Doces como o oboé, verdes como a campina,

E outros, já dissolutos, ricos e triunfantes,

Com a fluidez daquilo que jamais termina,

Como o almíscar, o incenso e as resinas do Oriente,

Que a glória exaltam dos sentidos e da mente.


Note que o poema apresenta uma linguagem vaga, repleta de adjetivos e substantivos abstratos, assim utilizando-se do vago, indefinido, da imprecisão, forma muito utilizada no simbolismo.


Arte Simbolista, marcada pela procura do simbólico.

Características do Simbolismo:


O simbolismo apresenta características, muitas vezes semelhantes ao movimento parnasianista, devido aos dois movimentos repercutirem à mesma época, dentre essas características podemos apresentar:





O gosto pelo subjetivismo:

Os simbolistas fartos com a busca pela ciência e pelo que pudesse ser comprovado, utilizam uma linguagem que propõe temas vagos, frases que não levam a lugar algum, apenas usadas para “florear”, assim podemos dizer o assunto do que se quer dizer em um poema. Torna-se comum usar uma linguagem que busque o irreal, apenas como forma de divagação, tornando os temas nada objetivos no simbolismo.

Reação ao racionalismo:

O simbolismo vai contra tudo que se declara científico, tudo exige ser tocado, ser real. Os poetas simbolistas buscam a espiritualização da arte, ou seja, a busca e crença no que não pode ser comprovado, mas que pode de alguma forma ser sentido, vivido, podemos comparar o simbolismo nesse aspecto a crenças como a lei da atração, o espiritismo, a religiosidade, tudo que englobe a palavra fé.





O Simbolismo no Brasil


Ao contrário do que ocorreu na Europa, onde o simbolismo teve suprema importância, no Brasil os simbolistas sofreram grande oposição devido à força do parnasianismo brasileiro (movimento que apresentava semelhança com o simbolismo, porém, com a valorização da produção textual acima de qualquer outro objetivo).
Apesar disso, o simbolismo trouxe grandes contribuições para as inovações na poesia que viriam a ocorrer no séculoXX.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Literatura- Resumo e análise- Cinco Minutos, José de Alencar.

Resumo:

Cinco Minutos conta a estória do casamento do autor com Carlota. No entanto, para o leitor, parece que está escutando uma história que não é para ele, já que Alencar dirige seu texto a uma prima. O leitor aqui é uma terceira pessoa, um "voyeur" que fica entre José de Alencar e sua prima. Ao mesmo tempo em que tenta levar o leitor a pensar que tudo é imaginário e faz parte das fantasias do autor, José de Alencar faz questão de narrar fatos verídicos da época, acontecimentos reais que marcaram o Rio de Janeiro no início do século. É tão minucioso nesse aspecto que até narra datas e horários etc. Atualmente as histórias do autor romântico passam como que quase infantis e ingênuas para o leitor moderno. São narrações em que o amor sempre vence decisões passionais de amantes, amor e amor e amor. À época, os folhetins eram lidos pelas senhoras burgueses. Exagerando-se um pouco na dose, poderíamos dizer que Alencar lembra remotamente, os livrinhos que embalam os sonhos de moças solteiras, no entanto não se pode deixar de dizer que sua escrita, linguagem, e modo estilísco são de extrema qualidade. Foi Alencar quem se dissociou do modelo português da escrita para definitivamente inaugurar o texto nosso, brasileiro. Os livros Cinco Minutos e A Viuvinha falam sobre a vida burguesa. Suas personagens são personagens que, no fundo, representam o ideal acabado da vida burguesa, tropicalmente reproduzida na Corte brasileira. Em Cinco Minutos, o narrador-personagem está disponível, da primeira à última página, para satisfazer a todos os caprichos de sua imaginação. Sem compromisso profissional algum, o aspecto financeiro de suas peregrinações atrás de Carlota não chega jamais a preocupá-lo.

Análise:

José de Alencar não era um adepto das convenções sociais marcadas pelo tempo cronológico,ou seja, hora para fazer isso,horário para fazer aquilo...achava que os seres não podiam ficar submetidos a um aparelho com pequenos ponteiros e que esse ordenasse suas vidas. Isso fica evidente também na obra -Cinco Minutos- devido ao fato da personagem conhecer o amor de sua vida através de um atraso de cinco minutos em relação a sua rotina diária, ou seja, o atraso pode ser benéfico ,segundo o autor.
Cinco Minutos é um romance bem curto que conta uma estória de amor contada na cidade do Rio de Janeiro, em meados do século XIX. O autor usa de um artifício para contar essa estória ao leitor: ele finge que está contando o fato a prima dele através de uma carta. Em Cinco Minutos, o narrador-personagem está onipresente da primeira à última página. O titulo do livro chama bastante atenção pelo o nome : Cinco Minutos. A ilustração da capa também chamou a atenção, pois havia uma mulher com uma carta na mão. Na intenção de dar aparência real à sua estória, o autor faz citações precisas de locais e horários e ainda uma mistura de realidade e fantasia, imaginação e romantismo.
O autor (José de Alencar) que participa da obra é um dos maiores escritor de ficção do nosso romantismo e escreveu vários livros que focalizam os diversos aspectos de nossa realidade. Alencar nasceu em Messejana , em 1829, e foi advogado, jornalista e político. Morreu no Rio de Janeiro, em 1877.
Na obra existem dois principais protagonistas... o narrador: que se caracteriza por ser um homem rico e sem profissão que não liga para bens matérias e seu amor Carlota: que é uma moça de 16 anos. Os dois possuem uma coisa em comum... eles são românticos... um personagem antagonista que é a mãe de Carlota e vários outros personagens secundários. O texto é desenvolvido em Três cidades : Andaraí (Minas), Rio de Janeiro e Petrópolis. A obra acontece aproximadamente ao tempo cronológico de três meses.
Enfim, o livro relata um pouco da realidade vivida pelo autor envolta em fantasia, imaginação e romantismo.


sábado, 17 de outubro de 2009

Literatura, resumo - Capitães de Areia (Jorge Amado):

Os Capitães da Areia é um grupo de meninos de rua. O livro é dividido em três partes. Antes delas, no entanto, via uma sequência de pseudo- reportagens, explica-se que os Capitães da Areia é um grupo de menores abandonados e marginalizados, que aterrorizam Salvador. Os únicos que se relacionam com eles são Padre José Pedro e uma mãe-de-santo. O Reformatório é um antro de crueldades, e a polícia os caçam como os adultos antes do tempo que são. A primeira parte em si, "Sob a lua, num velho trapiche abandonado" conta algumas histórias quase independentes sobre alguns dos principais Capitães da Areia (o grupo chegava a quase cem, morando num trapiche abandonado, mas tinha líderes). Pedro Bala, o líder, de longos cabelos loiros e uma cicatriz no rosto, uma espécie de pai para os garotos, mesmo sendo tão jovem quanto os outros, e depois descobre ser filho de um líder sindical morto durante uma greve; Volta Seca, afilhado de Lampião, que tem ódio das autoridades e o desejo de se tornar cangaceiro; Professor, que lê e desenha vorazmente, sendo muito talentoso; Gato, que com seu jeito malandro acaba conquistando uma prostituta, Dalva; Sem- Pernas, o garoto coxo que serve de espião se fingindo de órfão desamparado (e numa das casas que vai é bem acolhido, mas trai a família ainda assim, mesmo sem querer fazê-lo de verdade); João Grande, o "negro bom" como diz Pedro Bala, segundo em comando; Querido- de- Deus, um capoeirista que é só amigo do grupo; e Pirulito, que em grande fervor religioso. O ápice da primeira parte vem em duas partes: quando os meninos se envolvem com um carrossel mambembe que chegou na cidade, e exercem sua meninez; e quando a varíola ataca a cidade e acaba matando um deles, mesmo com Padre José Pedro tentando ajudá-los e se encrencando por isso. A segunda parte, "Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos teus olhos", surge uma história de amor quando a menina Dora torna-se a primeira "Capitã da Areia", e mesmo que inicialmente os garotos tentem tomá-la a força, ela se torna como mãe e irmã para todos. (O homossexualismo é comum no grupo, mesmo que em dado momento Pedro Bala tente impedi-lo de continuar, e todos eles costumam "derrubar negrinhas" na orla.) Mas Professor e Pedro bala se apaixonam por ela, e Dora se apaixona por Pedro Bala. Quando Pedro e ela são capturados (ela em pouco tempo passa a roubar como um dos meninos), eles são muito castigados, respectivamente no Reformatório e no Orfanato. Quando escapam, muito enfraquecidos, se amam pela primeira vez na praia e ela morre, marcando o começo do fim para os principais membros do grupo. "Canção da Bahia, Canção da Liberdade", a terceira parte, vai nos mostrando a desintegração dos líderes. Sem-Pernas se mata antes de ser capturado pela polícia que odeia; Professor parte para o RJ para se tornar um pintor de sucesso, entristecido coma morte de Dora; Gato se torna uma malandro de verdade, abandonando eventualmente sua amante Dalva, e passando por ilhéus; Pirulito se torna frade; Padre José Pedro finalmente consegue uma paróquia no interior, e vai para lá ajudar os desgarrados do rebanho do Sertão; Volta Seca se torna um cangaceiro do grupo de Lampião e mata mais de 60 soldados antes de ser capturado e condenado; João Grande torna-se marinheiro; Querido-de-Deus continua sua vida de capoeirista e malandro; Pedro Bala, cada vez mais fascinado com as histórias de seu pai sindicalista, vai se envolvendo com os doqueiros e finalmente os Capitães da Areia ajudam numa greve. Pedro Bala abandona a liderança do grupo, mas antes os transforma numa espécie de grupo de choque. Assim Pedro Bala deixa de ser o líder dos Capitães da Areia e se torna um líder revolucionário comunista. Este livro foi escrito na primeira fase da carreira de Jorge Amado, e nota-se grandes preocupações sociais. As autoridades e o clero são sempre retratados como opressores (Padre José Pedro é uma exceção mas nem tanto; antes de ser um bom padre foi um operário), cruéis e responsáveis pelos males. Os Capitães de Areia são heróicos, "Robin Hood"'s que tiram dos ricos e guardam para si (os pobres). O Comunismo é mostrado como algo bom, e o Padre José Pedro tem dúvidas quanto a posição da Igreja quanto ao assunto. No geral, as preocupações sociais dominam, mas os problemas existenciais dos garotos os transforma em personagens únicos e corajosos, corajosos Capitães da Areia de Salvador.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A cultura literária e o nosso dia a dia...Raul Seixas não deu a solução para o Brasil,mas vou dar...parte II:

....bem...continuando... em relação ao efeito que a literatura traz em nossas vidas: em nosso dia a dia ela está presente quase em tudo. Normalmente respondo em sala de aula a essa questão apresentando a Semana de Arte Moderna, realizada em Fevereiro de 1922, responsável por fundamentais mudanças de contexto social,cultural e econômico em nosso país. Mais que a política e o blá,blá,blá de sempre a literatura influencia diretamente na sociedade atuando de forma a informar, protestar, causar...se hoje em dia absorvemos uma cultura globalizada em nosso país, mesclando nossas raízes aglutinadas aos aspectos culturais mundiais a literatura e as Artes são as maiores responsáveis. Até 1922 o Brasil era uma nação fechada tratando-se de assuntos culturais,isto é: era aceito e utilizado o que fosse culturalmente enraizado aqui sob pena de se considerar uma aculturização trazer elementos de externos...pois bem, a semana de arte moderna serviu como uma junção do que acontecia no mundo e do que havia no Brasil. Artistas visionários, como Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Villa-Lobos e outros trouxeram o que acontecia no mundo para o Brasil, não como uma invasão cultural,mas sim com uma aglutinação...apropriando nossa cultura ao mundo...
...Podemos identificar esse evento como responsável por trazer até nós a música, hábitos e vestuário do mundo. Se hoje somos um país globalizado devemos à Literatura ,às artes e a tudo o que aconteceu na semana de arte moderna. Sendo assim, é fácil identificar que a literatura está presente em nosso dia a dia de forma direta e atuante....Raul Seixas escreveu:..."a solução pro Brasil agora eu vou dar..." na música Aluga-se. Pois bem,a solução não é alugar o Brasil,mas fazer com que o Brasil leia,leia,leia e leia...não podemos manter uma nação tão grande,rica em aspectos naturais, parada , inerte meio a uma valorização bizarra de imposição de certos programas televisivos ou revistas de fofocas.
Leia, seja mais, mostre que tu sabes o que é bom e o que pode ser cortado de sua vida e de seu cotidiano...somente através da leitura obtemos essa percepção.

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