quinta-feira, 14 de abril de 2011
Língua Portuguesa - Pontuação.
domingo, 10 de abril de 2011
Língua Portuguesa - Separação Silábica:
Ex.: Caderno: ca-der-no;
Futebol: fu-te-bol;
Incêndio:in-cên-dio.
Notamos que a cada abertura labial, ou seja, a cada vez em que abrirmos a boca uma sílaba é pronunciada.
Obs.: é importante que a pronúncia do termo seja da forma correta, isto é,mesmo que vagarosa a pronúncia deve ser exata na maneira em que a palavra é falada.
As palavras possuem uma classificação de acordo com o número de sílabas que as mesmas possuem.
Monossílabas: São as palavras que possuem apenas uma sílaba.
Ex.: Mar: mar;
Chá: chá;
Céu: céu;
Fé: fé.
Dissílabas: palavras que possuem duas sílabas em sua formação.
Ex.: Café: ca-fé;
Moral: mo-ral;
Chalé: cha-lé;
Amor: a-mor.
Osso: os-so.
Trissílabas: palavras compostas por três sílabas em sua composição.
Ex.; Estudo: es-tu-do;
Casaco: ca-sa-co;
Guitarra: gui-tar-ra.
Polissílabas: denominamos assim todas as palavras que apresentam quatro ou mais sílabas na sua composição.
Ex.: Estrutura: es-tru-tu-ra;
Portuguesa: por-tu-gue-sa;
Apostila: a-pos-ti-la;
Felicidade: fe-li-ci-da-de.
Motocicleta: mo-to-ci-cle-ta.
Obs.: Note que as consoantes,assim como as vogais idênticas, não ficam posicionadas em uma mesma sílaba:
Carro: car-ro, Assado: as-sa-do.
sábado, 9 de abril de 2011
Maldade ou loucura? Religião...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Literatura. Pré-Modernismo:
No início do século XX, muitos escritores naturalistas, parnasianistas, realistas e simbolistas seguiam compondo suas obras, todavia,surgiam novos escritores com uma maneira nova na escrita,tanto nos temas escolhidos como na forma de linguagem e estrutura dos textos, forma influenciada pelos escritores e artistas europeus.
O pré-modernismo não foi realmente um movimento literário,mas sim uma transição que veio a introduzir a literatura e a arte moderna no Brasil. A principal referência dessa transição foi a semana da arte moderna, realizada em 1922.
Características do Pré-Modernismo:
Apesar de ainda presos, de certa forma, pela poesia romancista, naturalista, realista e simbolista, podemos notar duas características fundamentais nos autores pré-modernistas, são elas o interesse em mostrar o que acontecia no Brasil, ou seja, a realidade brasileira e a forma com que escreviam quanto à linguagem, isto é, havia a busca por uma linguagem mais simples, coloquial, a fim de identificar uma literatura tipicamente brasileira. Vejamos a seguir essas características de forma mais aprofundada.
O interesse pela realidade brasileira:
Os autores realistas e naturalistas, como Machado de Assis e Aluísio Azevedo, narravam o dia a dia do homem universal, fosse brasileiro ou não; nos autores pré-modernistas havia a preocupação com o homem brasileiro, eram temalizados assuntos relacionados ao aspecto social do brasileiro e sua forma de levar a vida junto à reflexão da sociedade brasileira e sua conduta com o povo, é possível notar essa característica nas obras de Graça Aranha, assim como em Euclides da Cunha e Monteiro Lobato. Os autores buscavam narrar os fatos relacionados à vida dos brasileiros, exceto na obra de Augusto dos Anjos, que foge do interesse social pela vida social do povo de nosso país, podemos observar grande interesse com a vida meio a sociedade brasileira e com tudo que acontecia no Brasil.
A busca pela linguagem simples e coloquial:
Provocando muitas vezes a insatisfação de acadêmicos e poetas parnasianos, alguns autores do pré-modernismo procuraram utilizar uma forma de linguagem que se tornasse mais acessível aos brasileiros de qualquer classe. Escritores como Lima Barreto, que chegava a fugir das normas gramaticais da Língua, a fim de que pudesse ser entendido pelo maior número de leitores, com o objetivo de tornar a obra literária de algum modo ao alcance de qualquer um, podemos chamar isso de uma tentativa de popularização da arte literária.
domingo, 3 de abril de 2011
Pérolas do Enem - redação -
Em 2009 o tema da redação foi " O indivíduo frente à ética nacional ", abaixo algumas pérolas encontradas nos textos:
O Senado, habitat dos políticos, está corrupto.”
“O brasileiro é um ser fundamental para a nação brasileira.”
“Nosso país é desértico de ética.”
“Eu acho que vieram os extraterrestres e abduziram a ética nacional.!”
“É vergonhoso ver o dinheiro enfiado em certas partes dos senadores."
“Os políticos são pessoas agravantes.”
“Os políticos estão cada dia mais imaculando a imagem do país.”
“A cidadania brasileira não aguenta mais tanta corrupção.”
“Eles fazem conlunhos e conxavos enganjados em roubar.”
“Eles roubão e negão o que estam fazendo.”
“Nós brasileiro temos que ter nossas opinações.”
“Ocorrem-se casos em que a pessoa volta-se para o consumismo e o ironismo.”
“A compostura corrupta toma conta de nosso país.”
“Os políticos vai e fica sempre roubando.”
“Por medo de represalha todos perdem o interece pela corrupição.”
“Eles penca só emciproprio.”
“O povo quer coisas simples, sem muita luxúria.”
“Todos tem que ser julgados pelos crimes acometidos.”
“A justiça não deveria absorver os corruptos.”
“O Brasil é o país das fraldes e faucatruas.”
“O Brasil vive uma falta de desonestidade.”
“Só políticos ingoistas e inganadores.”
“O anti-etismo é normal.”
“Eles tinham que propunhar leis.”
"O brasileiro tira o dinheiro do seu próprio bolso para pagar os impostos”
“Existe um desinteresse populacional por causa da desobservância da ética da corrupção”
“Os corruptos desonestos…"
"O que mais falta no Brasil é a falta de ética.”
“A corrupção tinha que ter uma pena mais vitoriosa.”
“Um problema é a corrupção na qual apostamos todas nossas fichas.”
“Políticos que degrinem a imagem do país.”
“É hora dos brasileiros se revolucionarem.”
“Temos que fazer revigorar a lei que diz que quem roba tem que pagar para o robado.”
“Somos obrigados a viver de forma fantasiada”
“Vivemos em um país de corrupção e impunição.”
“A corrupção no Brasil começou com o tráfego negreiro.”
"Como vimos na operação Seteagrarra,,”,
“Eles roubam as pessoas inadequadas"
“Então eles cometem atos flatulentos"
“Esquemas fraudulosos…”
“Os caras não ta nem ai…”
“Temos que sermos capazes de escolhermos.”
“Políticos não vão presos, vão para um espar.”
“Gastam o dinheiro do povo em superfalos”
“Tem que melhorar o desemprego.”
“Eles negão de pés juntos que não são corruptos”
“Vamos honrar o sangue que corre em nossas aveias.”
“Políticos mais entusiasmados roubam o dinheiro da educação e da saúde.”
“Leis não são compridas”
“É necessário uma mutação na classe política.”
“Na ditadura não pudinhamos se manifestar.”
“Somos roubados por pessoas não qualificadas para esse fim”
“O Brasil está devidamente errado.”
“Abusam do poder que lhes foi concebido.”
"A gente liga a TV e vemos os políticos só envolvidos em pitssas.”
“Estamos sendo roubados por pessoas políticas escolhidas para este propósito.”
“Os políticos compram nossos votos e não cumprem o que prometeram”
“O Brasil ta mudando: antes tudo acabava em pizza, agora acaba em panetone. É por isso que tem tanto gordo no Senado.”
“Está na hora de usar a cabeça, as mãos, os pés e respectivos substitutivos para sermos cidadãos de bens na ética nacional.”
“Vemos políticos roubando o dinheiro que era pra ser gasto na saúde, na educação, e no aumento da violência nas grandes capitais.”
“A plausível autoridade e responsabilidade dos políticos é incondicionalmente atrelada às possibilidades possíveis, plausíveis e passíveis de corrupção que o povo digere sentados no sofá.”
“A ética termina onde começa a roupa íntima dos políticos.”
“Somos cúmplices suceptível à corrupção de políticos intimistas com cinismos intrínsecos à sociedade capitalista.”
sábado, 2 de abril de 2011
Moacyr Scliar - Biografia:
Obras:
contos O Carnaval dos Animais (1968) A Balada do Falso Messias (1976) Histórias da Terra Trêmula (1976) O Anão no Televisor (1979) Os Melhores Contos de Moacyr Scliar (1974) Dez Contos Escolhidos (1984) Para Gostar de Ler - Vol. 9 (1984) - (resumo do conto ''Cego e amigo gedeão a beira da estrada'') O Olho Enigmático (1986) Contos Reunidos (1995) A Orelha de Van Gogh (1995) O Amante da Madonna (1997) Os Contistas (1997) Histórias para (quase) Todos os Gostos (1998) romances A Guerra no Bom Fim (1972) O Exército de um Homem Só (1973) Os Deuses de Raquel (1975) O Ciclo das Águas (1975) Mês de Cães Danados (1977) Doutor Miragem (1979) Os Voluntários (1979) O Centauro no Jardim (1980) Max e os Felinos (1981) A Estranha Nação de Rafael Mendes (1983) Cenas da Vida Minúscula (1991) Sonhos Tropicais (1992) A Majestade do Xingu (1997) A Mulher que Escreveu a Bíblia (1999) Os Leopardos de Kafka (2000) literatura juvenil Cavalos e Obeliscos (1981) A Festa no Castelo (1982) Memórias de um Aprendiz de Escritor (1984) No Caminho dos Sonhos (1988) O Tio que Flutuav.( 1988) Os Cavalos da República (1989) Pra Você Eu Conto (1991) Uma História Só pra Mim (1994) Um Sonho no Caroço do Abacate (1995) O Rio Grande Farroupilha (1995) Câmera na Mão, O Guarani no Coração (1998) A Colina dos Suspiros (1999) O Mistério da Casa Verde (2000) O Livro da Medicina (2000) crônicas Massagista Japonesa (1984) Um País Chamado Infância (1995) Dicionário do Viajante Insólito (1995) Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar (1996) ensaios A Condição Judaica (1987) Do Mágico ao Social: A Trajetória da Saúde Pública (1987) Cenas Médicas (1988) Se Eu Fosse Rotschild (1993) Judaísmo: Dispersão e Unidade (1994) Oswaldo Cruz (1996) Axão Transformada: História da Medicina na Literatura (1996) Porto de Histórias: Mistérios e Crepúsculos de Porto Alegre (2000) Meu Filho, o Doutor: Medicina e Judaísmo na História, na Literatura (2000)sábado, 26 de março de 2011
Feliz Aniversário PORTO ALEGRE !

Parabéns à nossa capital...
Cidade bonita e tal.
Terra dos gaúchos
E do Estado que dá frutos.
Antiga Porto dos Casais,
Cidade orgulho do BRASIL.
Tem o ceu mais anil,
Cresce a cada dia mais.
Aqui há grandes belezas...
E um povo Farroupilha.
E tem o rio das profundezas...
No Gasômetro, o pôr so Sol...
Mas que beleza.
Vallim.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Carlos Drummond de Andrade - Biografia.
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.
Ingressou no funcionalismo público e em 1934 mudou-se para o Rio de Janeiro. Em agosto de 1987 morreu-lhe a única filha, Julieta. Doze dias depois, o poeta faleceu. Tinha publicado vários livros de poesia e obras em prosa - principalmente crônica. Em vida, já era consagrado como o maior poeta brasileiro de todos os tempos.
O nome de Drummond está associado ao que se fez de melhor na poesia brasileira. Pela grandiosidade e pela qualidade, sua obra não permite qualquer tipo de análise esquemática. Para compreender e, sobretudo, sentir a obra desse escritor, o melhor caminho é ler o maior número possível de seus poemas.
De acontecimentos banais, corriqueiros, gestos ou paisagens simples, o eu-lírico extrai poesia. Nesse caso enquadram-se poemas longos, como "O caso do vestido" e "O desaparecimento de Luísa Porto ", e poemas curtos, como "Construção".
O primeiro poema de Alguma poesia é o conhecido "Poema de sete faces", do qual transcreve-se a primeira estrofe:
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
A palavra gauche (lê-se gôx), de origem francesa, corresponde a "esquerdo" em nosso idioma. Em sentido figurado, o termo pode significar "acanhado", " inepto". Qualifica o ser às avessas, o "torto", aquele que está à margem da realidade circundante e que com ela não consegue se comunicar. É assim que o poeta se vê. Logicamente, nesta condição, estabelece-se um conflito: "eu " do poeta X realidade. Na superação desse conflito, entra a poesia, um veículo possível de comunicação entre a realidade interior do poeta e a realidade exterior.
Variantes da palavra gauche - como esquerdo, torto, canhestro - aparecem por toda a obra de Drummond, revelando sempre a oposição eu-lírico X realidade externa, que se resolverá de diferentes maneiras.
Muitos poemas de Drummond funcionam como denúncia da opressão que marcou o período da Segunda Grande Guerra. A temática social, resultante de uma visão dolorosa e penetrante da realidade, predomina em Sentimento do mundo (1940) e A rosa do povo (1945), obras que não fogem a uma tendência observável em todo o mundo, na época: a literatura comprometida com a denúncia da ascensão do nazi-fascismo.
A consciência do tenso momento histórico produz a indagação filosófica sobre o sentido da vida, pergunta para a qual o poeta só encontra uma resposta pessimista.
O passado ressurge muitas vezes na poesia de Drummond e sempre como antítese para uma realidade presente. A terra natal - ltabira - transforma-se então no símbolo da atmosfera cultural e afetiva vivida pelo poeta. Nos primeiros livros, a ironia predominava na observação desse passado; mais tarde, o que vale são as impressões gravadas na memória. Transformar essas impressões em poemas significa reinterpretar o passado com novos olhos. O tom agora é afetuoso, não mais irônico.
Da análise de sua experiência individual, da convivência com outros homens e do momento histórico, resulta a constatação de que o ser humano luta sempre para sair do isolamento, da solidão. Neste contexto questiona-se a existência de Deus.
Nos primeiros livros de Drummond, o amor merece tratamento irônico. Mais tarde, o poeta procura capturar a essência desse sentimento e só encontra - como Camões e outros - as contradições, que se revelam no antagonismo entre o definitivo e o passageiro, o prazer e a dor. No entanto, essas contradições não destituem o amor de sua condição de sentimento maior. A ausência do amor é a negação da própria vida. O amor-desejo, paixão, vai aparecer com mais freqüência nos últimos livros.
Depois da morte de Drummond, reuniu-se no livro O amor natural uma série de poemas eróticos mantidos em sigilo e que foram associados a um suposto caso extraconjugal mantido pelo poeta. Verdadeiro ou não o caso, interessa é que se trata de poemas bem audaciosos, em que se explora o aspecto físico do amor. Alguns verão pornografia nestes poemas; outros, o erotismo transformado em linguagem da melhor qualidade poética.
José
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse....
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Metalinguagem: a reflexão sobre o ato de escrever fez parte das preocupações do poeta.
O tempo é um dos aspectos que concede unidade à poesia de Drummond: o tempo passado, o presente e o futuro como tema.
Toda a trajetória do poeta - qualquer que seja o assunto tratado - marca-se por uma tentativa de conhecer-se a si mesmo e aos outros homens, através da volta ao passado, da adesão ao presente e da projeção num futuro possível.
O passado renasce nas reminiscências da infância, da adolescência e da terra natal. A adesão ao presente concretiza-se quando o poeta se compromete com a sua realidade histórica (poesia social). O tempo futuro aparece na expectativa de um mundo melhor, resultante da cooperação entre todos os homens.
Obras:
Poesia: Alguma poesia (1930); Brejo das almas (1934); Sentimento do mundo (1940); Poesias (1942); A rosa do povo (1945); Claro enigma (1951); Viola de bolso (1952); Fazendeiro do ar (1954); A vida passada a limpo (1959); Lição de coisas (1962); Boitempo (1968); As impurezas do branco (1973); A paixão medida (1980); Corpo (1984); Amar se aprende amando (1985); O amor natural (1992).
Prosa: Confissões de Minas (1944) - ensaios e crônicas; Contos de aprendiz (1951); Passeios na ilha (1952) - ensaios e crônicas; Fala, amendoeira (1957) - crônicas; A bolsa e a vida (1962) - crônicas e poemas; Cadeira de balanço (1970); O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e verso (1972) - crônicas; Boca de luar (1984) - crônicas; Tempo vida poesia (1986).
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO:

COMPLEMENTOS VERBAIS
Objeto Direto
Objeto direto é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo direto sem auxílio de preposição obrigatória.
Carlos vendia livros.
Ele pode estar completando o sentido de um verbo transitivo direto e indireto.
Oferecemos uma medalha ao primeiro colocado.
2. Objeto Indireto
Objeto indireto é o termo da oração que completa a significação de um verbo transitivo indireto, sempre com o auxílio de uma preposição.
Carlos gosta de música.
COMPLEMENTO NOMINAL
Complemento Nominal
Complemento nominal é o termo da oração que se liga a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio), sempre através de preposição, com a função de completar o sentido desse nome.
O povo tinha necessidade de alimentos.
Esse remédio é prejudicial ao organismo.
Falou favoravelmente ao réu.
Agente da passiva
Agente da passiva é o termo da oração que se refere a um verbo na voz passiva, sempre introduzido por preposição, e indica o elemento que executa a ação verbal.
As terras foram desapropriadas pelo governo.
terça-feira, 15 de março de 2011
Desafio: pontue corretamente.

PENSE antes de ver a resposta que está ao final da postagem. Afinal, assim não seria um teste.
Essa já é difícil para brasileiro. Imagine para americano...
MARIA TOMA BANHO PORQUE SUA MÃE DISSE ELA PEGUE A TOALHA.
RESPOSTA :
Maria toma banho porque sua. Mãe, disse ela, pegue a toalha.
A 'pegadinha' está no fato do uso do verbo suar, confundindo com o pronome possessivo (sua)...
domingo, 13 de março de 2011
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
CAMPANHA: TROQUE UM PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES
Na educação é o 85º e ninguém reclama..."
Uma campanha: TROQUE 01 PARLAMENTAR POR 344 PROFESSORES, isto é: 344 professores QUE ENSINAM = Custo de um parlamentar
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Literatura- Resumos literários e análise para o Vestibular: Memórias Póstumas de Brás Cubas

Realismo nas Letras brasileiras. A partir dessa obra, ele se revela um arguto observador e
analista psicológico dos personagens. O ritmo da obra é lento, com várias digressões; é
narrado de maneira irreverente e irônica por um "defunto autor" (e não um "autor defunto",
como podem pensar). Brás Cubas, por estar morto, se exime de qualquer compromisso com a
sociedade, estando livre para criticá-la e revelar as hipocrisias e vaidades das pessoas com
quem conviveu.
Brás Cubas vai contando a sua vida, os vários episódios que a compõem. Fala sobre a
prostituta de luxo espanhola - Marcela -, que o amou "durante quinze meses e onze contos de
réis". Para livrar-se dela, os pais de Brás Cubas decidem mandá-lo para a Europa. Volta doutor,
a tempo de ver a mãe antes de morrer.
Acerca de seu amigo de escola, Quincas Borba, afirma:
"Uma flor, o Quincas Borba. Nunca em minha infância, nunca em toda a minha vida, achei um
menino mais gracioso, inventivo e travesso"
Quando este reencontra o protagonista, anos depois, conclui:
"Aposto que me não conhece, Senhor Doutor Cubas? disse ele. Não me lembra... Sou o Borba,
o Quincas Borba. (...)
O Quincas Borba! Não; impossível; não pode ser. Não podia acabar de crer que essa figura
esquálida, essa barba pintada de branco, esse maltrapilho avelhentado, que toda essa ruína
fosse o Quincas Borba. E era."
Pouco depois, Quincas Borba aparece rico e filósofo, herdeiro de uma grande fortuna e
propagador do Humanitismo.
O seu projeto político de Brás nunca alcançou sucesso, o que é bem explicado no capítulo 139:
“De Como Não Fui Ministro d'Estado”
O amor por Virgília, o caso extraconjugal que teve com ela e a alegria de ter um filho também
resultam frustrados:
"Lá me escapou a decifração do mistério, (...) quando Virgília me pareceu um pouco diferente
do que era. Um filho! Um ser tirado do meu ser! Esta era a minha preocupação exclusiva
daquele tempo. Olhos do mundo, zelos do marido, morte do Viegas, nada me interessava por
então, nem conflitos políticos, nem revoluções, nem terromotos, nem nada. Eu só pensava
naquele embrião anônimo, de obscura paternidade, e uma voz secreta me dizia: é teu filho.
Meu filho! E repetia estas duas palavras, com certa voluptuosidade indefinível, e não sei que
assomos de orgulho. Sentia-me homem."
A criança morre antes de nascer, e os amantes se separam. A irmã arranja-lhe uma noiva,
Eulália, que, no entanto, morre vítima de uma epidemia. Sem conseguir ser político, Cubas,
em busca da celebridade, tenta lançar o emplastro Brás Cubas, porém vem a falecer de
pneumonia antes de realizar o seu intento.
O último capítulo é bastante elucidativo:
"Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui
ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-
me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte
de Dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras,
qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí
quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me
com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: Não tive
filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."
O mais importante da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas certamente não é o enredo, e
sim a linguagem utilizada por Machado de Assis, a qual revela a denúncia tácita da sociedade,
por meio da leve ironia e humor.
Considerações Gerais
A ruptura com a narrativa linear
Os fatos e as ações não seguem um fio lógico ou cronológico; obedecem a um ordenamento
interior e são relatados à medida que afloram à consciência ou à memória do narrador, num
processo que se aproxima do impressionismo.
A organização metalinguística do discurso narrativo
É comum, na ficção machadiana, que o narrador interrompa a narrativa para, com saborosa e
bem-humorada bisbilhotice, comentar com o leitor a própria escritura do romance, fazendo-o
participar de sua construção; ou ainda, para dialogar sobre uma personagem, refletir sobre um
episódio do enredo ou tecer suas digressões sobre os mais variados assuntos. Machado
assume a posição de quem escreve e, ao mesmo tempo, se vê escrevendo. Esses comentários
à margem da narração constituem o principal interesse, pois neles está a mensagem artística
do escritor.
O universalismo
Machado captou, na sociedade carioca do século XIX, os grandes temas de sua obra. O seu
interesse jamais recaiu sobre o típico, o pitoresco, a cor local, o exótico, tão ao gosto dos
românticos. Buscou, na sociedade do seu tempo, o universal, a essência humana, os grandes
valores filosóficos: a essência e a aparência; o caráter relativo da moral humana; as
convenções sociais e os impulsos interiores; a normalidade e a loucura, o acaso, o ciúme, a
irracionalidade, a usura, a crueldade. A pobreza de descrições, a quase ausência da paisagem
são ainda desdobramentos dessa concentração na análise psicológica e na reflexão filosófica.
As tramas dos romances machadianos poderiam, sem grandes prejuízos à narrativa, ser
transplantadas para qualquer época e qualquer cidade.
O pessimismo
Machado revela sempre uma visão desencantada da vida e do homem. Não acreditava nos
valores do seu tempo e, a rigor, não acreditava em nenhum valor. Mais do que pessimista ou
negativa, sua postura é niilista (nil = nada). O desmascaramento do cinismo e da hipocrisia, do
egoísmo e do interesse, que se camuflavam sob as convenções sociais, é o cerne de grande
parte da ficção machadiana. O capítulo final de Memórias Póstumas de Brás Cubas, o
antológico das negativas, é exemplo cabal do pessimismo do autor: este último capítulo é todo
de negativas.
A ironia, o humor negro
A forma de revolta de Machado era o rir, quase sempre um riso amargo que exteriorizava o
desencanto e o desalento ante a miséria física e moral de suas personagens. Observem o
texto:
“Daqui inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome, com
o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoam
a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de
botas curtas. Tu, minha Eugênia, é que não as descalçaste nunca; foste aí pela estrada da vida,
manquejando da perna e do amor, triste como os enterros pobres, solitária, calada, laboriosa,
até que vieste também para esta outra margem... O que eu sei é se a tua existência era muito
necessária ao século. Quem sabe? Talvez um comparsa de menos fizeste patear a tragédia
humana.”
Resumo
Brás Cubas, já falecido, conta, do outro mundo, as suas memórias.
“Expirei em 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e
prósperos, era solteiro, possuía trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze
amigos.” Galhofando dos ascendentes, fala da própria genealogia. Assevera que morreu de
pneumonia apanhada quando trabalhava num invento farmacêutico, um emplastro
medicamentoso. Virgília, sua ex-amante, que já não via há alguns anos, visitou-o nos últimos
dias de vida. Narra Brás Cubas um delírio que teve durante a agonia: montado num
hipopótamo foi arrebatado por uma extensa e gelada planície, até o alto de uma montanha, de
onde divisa a sucessão dos séculos.
Além dos pais, tiveram grande influência na educação do pequeno Brás Cubas três pessoas: tio
João, homem de língua solta e vida galante; tio ldelfonso, cônego, piedoso, e severo; dona
Emerenciana, tia materna, que viveu pouco tempo. Brás passou uma infância de menino
traquinas, mimado demasiadamente pelo pai. Aos dezessete anos, apaixona-se por Marcela,
dama espanhola, com quem teve as primeiras experiências amorosas. Para agradar Marcela,
Brás começa a gastar demais, assumindo compromissos graves e endivida-se. Marcela gostava
de joias, e Brás procurava fazer-lhe todos os gostos. “Marcela amou-me”, diz Brás Cubas,
“durante quinze meses e onze contos de réis.” Quando o pai tomou conhecimento dos
esbanjamentos do filho, mandou-o para a Europa: “vais cursar uma Universidade”, justificou.
Em Coimbra, Brás segue o curso jurídico e bacharela-se. Depois, atendendo a um chamado do
pai, volta ao Rio. A mãe estava moribunda. De fato, chega ao Brasil, e a mãe falece.
Passando uns dias na Tijuca, conhece Eugênia, moça bonita, mas com um defeito na perna que
a fazia coxear um pouco. Com ela mantém um romance passageiro.
O pai de Brás tem duas ambições para o filho: quer casá-lo e fazê-lo deputado. Tudo faz para
encaminhá-lo no rumo do casamento e procura aumentar o círculo de amigos influentes na
política, a fim de preparar o caminho para o futuro deputado. Assim é que Brás Cubas é
apresentado ao Conselheiro Dutra, que promete ajudar o jovem bacharel na pretendida
ascensão política. Brás, a essa altura, vem a conhecer Virgília, filha do Conselheiro Dutra, pela
qual se apaixona. Parecia, assim, que os sonhos do pai sobre Brás estavam prestes a realizar-
se: bem-encaminhado na política e quase noivo. Entretanto acontece um imprevisto: surge
Lobo Neves, que não somente lhe rouba a namorada, mas também cai nas boas graças do
Conselheiro Dutra. Vendo assim preterido o filho, o pai de Brás sente-se profundamente
desapontado e magoado. Veio a falecer dali a alguns meses, de um desastre. Virgília casa-se
com Lobo Neves e, pouco tempo depois, vê eleito deputado o marido. Mas, na verdade,
Virgília casara-se com Lobo por interesse, e ama realmente Brás Cubas. Virgília e Brás
principiam a encontrar-se com frequência e, em breve, tornam-se amantes. Lobo Neves adora
a esposa e nela confia inteiramente. Aliás, não tinha muito tempo para observar o que se
passa, já que estava entregue totalmente à política.
Brás narra o encontro que teve com seu ex-colega de escola primária, Quincas Borba, que se
tornara um infeliz mendigo de rua. Depois do encontro com Quincas, Brás percebe que o
maltrapilho lhe roubara o relógio.
Os encontros amorosos entre Virgília e Brás suscitam comentários e mexericos dos vizinhos,
amigos e conhecidos. Por esse motivo, Brás propõe a Virgília a fuga para um lugar distante.
Virgília, porém pensa no marido que a ama e na família e sugere “uma casinha só nossa,
metida num jardim, em alguma rua escondida”. A ideia parece boa a Brás, que sai remoendo a
proposta: uma casinha solitária, em alguma rua escura. Virgília e sua ex-empregada, chamada
dona Plácida, se encarregam de adornar a casa e, aparentemente, quem ali reside é Dona
Plácida. Ali os dois amantes se encontram sem maiores embaraços e sem despertar suspeitas.
Sucede que, por motivos políticos, Lobo Neves é designado para presidente de uma província
e, dessa forma, tem de afastar-se com a mulher. Brás fica desesperado e pede a Virgília que
não o abandone. Quando tudo parece sem solução, Lobo Neves , para agradar ao amigo da
família, convida Brás Cubas a acompanhá-lo, como secretário. Brás aceita. Os mexericos se
tornam mais intensos, e Cotrim, casado com Sabina, irmã de Brás Cubas, procura fazer ver ao
cunhado que a viagem seria uma aventura muito perigosa. Por superstição, Lobo Neves acaba
não aceitando o cargo de presidente, porque o decreto de nomeação saíra publicado, no
Diário Oficial, num dia 13, e Lobo Neves tinha pavor desse número, considerado fatídico.
Lobo Neves recebe uma carta anônima denunciando os amores da esposa com o amigo. Isso
faz os dois amantes se mostrarem mais reservados, embora continuem encontrando-se na
Gamboa (onde ficava a casa de dona Plácida). Ocorre, então, um acontecimento que vem
alterar a situação dos personagens: Lobo Neves é novamente nomeado presidente e, dessa
vez, parte para o interior do País, levando consigo a esposa. Brás procura distrair-se e esquecer
a separação. Aliás, o tempo se havia escoado e, embora ainda se sentisse forte e com saúde,
era já um cinquentão.
A irmã Sabina, que vinha procurando "arranjar" um casamento para Brás, volta a insistir em
seu objetivo. A candidata, uma moça prendada, chamava-se nhá-Loló. Mesmo sem
entusiasmo, Brás aparenta interesse pela pretendente, mas nhá-Loló vem a falecer durante
uma epidemia. O tempo vai passando. Mais por distração do que por idealismo, faz-se
deputado e, na assembleia, vem a encontrar-se com Lobo Neves, que havia voltado da
província. Encontra-se também com Virgília, que não tinha a beleza antiga que o havia atraído.
Assim, por desinteresse recíproco, chegam ao fim os amores entre Brás e Virgília.
Quincas Borba, o mendigo, reaparece e lhe restitui o relógio, passando a ser um frequentador
da casa de Brás. Quincas Borba estava mudado: não era mais mendigo, recebera uma herança
de um tio em Barbacena. Virara filósofo. Havia inventado uma nova teoria filosófico-religiosa,
o Humanitismo, e não falava noutra coisa. O próprio Brás Cubas passa a interessar-se muito
pelas teorias de Quincas Borba.
Morre, por esse tempo, Lobo Neves, e Virgília chora com sinceridade o marido, assim como o
havia traído - com sinceridade. Também vem a falecer Quincas Borba, que havia enlouquecido
completamente.
Brás Cubas deixou este mundo pouco depois de Quincas Borba, por causa de uma moléstia
que apanhara quando tratava de um invento seu, denominado emplastro Brás Cubas. E o livro
conclui: “Ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a
derradeira negativa deste capítulo de negativas: não tive filhos, não transmiti a nenhuma
criatura o legado de nossa miséria.”
Personagens
* Brás Cubas - narrador, morto aos 64 anos, ainda próspero e rijo.
* Marcela - grande amor de Brás Cubas, uma prostituta de elite, cujo interesse por Brás
duraria quinze meses e onze contos de réis.
* Virgília - filha do comendador Dutra; segundo o pai de Brás, Bento Cubas, a Ursa Maior
amante de Brás Cubas; casa-se com Lobo Neves por interesse.
* Quincas Borba - menino terrível que dava tombos no paciente professor Barata, colega de
escola de Brás, que o encontrará mais tarde, mendigo; rouba-lhe um relógio, mas retorna-o ao
colega após receber uma herança. Desenvolve a filosofia do Humanitismo: “ao vencedor, as
batatas; ao vencido, ódio ou compaixão”.
* Eugênia - filha de Eusébia e Vilaça, menina bela, embora manca.
* Nhá Loló - moça simplória; tinha dotes de soprano; morre de febre amarela.
* Cotrim - casado com Sabina, irmã de Brás; ambos interesseiros.
* Nhonhô - filho de Virgília.
* D. Plácida - empregada de Virgília; confidente e protetora de sua relação extraconjungal.
* Lobo Neves - casado com Virgília; homem frio e calculista.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
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