quinta-feira, 13 de maio de 2010

Língua- Orações Subordinadas:

Orações Subordinadas

Podem ser adverbiais, substantivas, adjetivas.

As orações subordinadas adverbiais classificam-se de acordo com as conjunções subordinativas:

a) Causais (que, porque, visto que, pois como)

João saiu bem na prova, porque estudou muito.

b) Concessivas (ainda que, embora, mesmo que, se bem que)

Sabia muito, embora lesse pouco.

c) Condicionais (se, caso, a menos que, desde que)

Iremos à praia, desde que não chova.

d) Conformativas (conforme, segundo, como, consoante)

Fizemos tudo como nos ensinaram.

e) Comparativas (estabelecem comparações: como, precedido de tão ou tanto, e que precedido de mais ou menos)

O policial foi mais esperto que o marginal.

f) Consecutivas (indicam seqüência de um fato enunciado na oração principal: que precedido de tão, tanto, tamanho ou tal)

O discurso era tão enfadonho, que muitos cochilavam.

g) Finais (a fim de que, para que)

Eu sairei, para que você possa estudar.

h) Proporcionais (à medida que, à proporção que, tanto mais...tanto menos)

À medida que envelhecemos, adquirimos experiência.

i) Temporais (logo que, mal, quando, sempre que, assim que)

O colono volta para casa, quando o sol se põe.

As orações subordinadas substantivas iniciam pelas conjunções integrantes (que e se) dividem-se em:

a) Subjetiva - exercem a função de sujeito da oração principal. Aparecem depois de expressões: é bom, é preciso, é verdade, convém:

É preciso que trabalhes.

b) Predicativa - predicativo da oração anterior. Vem após os verbos de ligação:

O certo é que estudei muito.

c) Objetiva direta - funcionam como objeto direto da principal:

Desejo que sejas feliz.

d) Objetiva indireta - é o objeto indireto da principal:

Os pais gostam de que seus filhos estudem.

e) Completiva nominal - é o complemento nominal da principal

Tenho certeza de que você vencerá.

f) Apositiva - funciona como aposto da principal (vem, em geral, após dois pontos)

Gritou algo terrível: a casa toda ardia em chamas.

As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas pelos pronomes relativos (que, quem, qual, cujo, onde, quanto). A s adjetivas equivalem a um adjetivo.

Porém, nem sempre as orações adjetivas podem ser substituídas por um adjetivo:

Quanto será pronome relativo, se for precedido de tudo, todos:

Faça tudo quanto ele vos disser.

Quem é pronome relativo, se vier precedido de preposição:

Este é o mestre a quem muito devemos.

Onde será pronome relativo, quando puder ser substituído em que, no(a) qual, nos(as) quais:
Esta é a casa onde nasci.

Língua - Orações Coordenadas

Orações Coordenadas

As orações coordenadas podem ser:

Assindéticas - São orações justapostas, sem nenhuma conjunção entre elas:

Chegou, desceu do carro, entrou rapidamente na loja.

Sindéticas - São orações ligadas por conjunções coordenativas. Classificam-se de acordo com o sentido expresso pelas conjunções. Portanto, podem ser:

a) Aditivas (e, nem, mas também)

Trabalhava durante o dia e estudava à noite.

b) Adversativas (mas, porém, todavia, contudo, entretanto)

Estudou, mas não obteve o resultado desejado.

c) Alternativas (ou...ou, seja...seja, ora...ora)

A criança ora cantava ora se punha a correr pela sala.

Obs: Às vezes , a conjunção pode aparecer só em uma oração:

Você vai conosco, ou prefere ficar em casa?

d) Conclusivas (logo, pois, portanto)

Você foi rude demais com Rafael; portanto, não se queixe de sua partida.

e) Explicativas (porque, porquanto, pois)

Não falte à reunião, pois quero falar com você.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Literatura - Classificação das Rimas

Classificação das Rimas:

As rimas podem ser classificadas quanto à sua classe gramatical como pobre ou rica.

Rimas Pobres:

Rimas pobres são rimas formadas por palavras de idêntica classe gramatical.
EX.:
Mel ( substantivo ) céu ( substantivo );
Amor ( substantivo ) dor ( substantivo ).
Amar ( verbo ) beijar ( verbo ).


Rimas Ricas:

São rimas formadas por palavras de diferentes classes gramaticais.
EX.:
Amar ( verbo ) Jucemar ( substantivo );
Bonito ( adjetivo ) Marcelito ( substantivo );
Três ( numeral ) Freguês ( substantivo ).

Quanto à tonicidade ( sílaba tônica ) as rimas classificam-se em perfeitas e imperfeitas.


Rimas Perfeitas:

Quando as palavras que formam uma rima possuem a sílaba tônica na mesma posição,nesse caso contamos a sílaba tônica da esquerda para a direita.
EX.:
Castelo / Martelo
Cas-te-lo, mar-te-lo.

Amor / Dor
A-mor, Dor.


Rimas Imperfeitas:

Ocorre quando as palavras que estruturam uma rima possuem a sílaba tônica em diferentes posições.
EX.:
Martelo / Violoncelo
Mar-te-lo, vio-lon-ce-lo.

Maçã / Kubanacã
Ma-çã, Ku-ba-na-cã

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Literatura - Poética.

POÉTICA


A parte da Literatura que estuda poesia, formas e estruturas poéticas chama-se poética.
Analisando as formas e estrutura de um poema encontrará: verso, rima e estrofe, assim definidos.


VERSO

Um verso retrata toda linha de um poema.
EX.:


Aqui, onde o talento verdadeiro
Não nega o povo o merecido preito;
Aqui onde no público respeito
Se conquista o brasão mais lisonjeiro
.Aqui onde o gênio sobranceiro
E, de torpes calúnias, ao efeito,
Jesuína, dos zoilos a despeito,
És tu que ocupas o lugar primeiro!
Repara como o povo te festeja...
Vê como em teu favor se manifesta,
Mau grado a mão, que, oculta, te apedreja!
Fazes bem desprezar quem te molesta;
Ser indif'rente ao regougar da inveja,
“Das almas grandes a nobreza é esta.”
Castro Alves

O poema de Castro Alves é composto de quatorze versos (14), ou seja, cada linha é um verso.

Estrofe:

Caracteriza-se pelo conjunto de versos até o espaço, encontramos estrofes em poemas, letras musicais, sonetos.
EX.:

Passei ontem a noite junto dela.
Do camarote a divisão se erguia
Apenas entre nós - e eu vivia
No doce alento dessa virgem bela...Tanto amor, tanto fogo se revela
Naqueles olhos negros! Só a via!
Música mais do céu, mais harmonia
Aspirando nessa alma de donzela!
Álvares de Azevedo


No poema de Álvares de Azevedo encontramos duas estrofes definidas pelo espaço entre as mesmas.


Rima:

A rima é caracterizada pela semelhança sonora entre as palavras., não sendo necessária a mesma ortografia,mas sim a semelhança fonética entre as mesmas.
EX.:
Quero muito lhe falar do meu AMOR.
Dizer o quanto você é importante para aliviar dor.
Nunca imaginei no mundo encontrar, AMAR:
Sua companhia me acalenta, me faz inflamar

Nessa estrofe encontramos rima entre os dois primeiros versos: AMOR, DOR, assim como no verso três e quatro: AMAR,INFLAMAR.


Classificação das Rimas

Uma estrutura poética consiste em três formas diferentes quanto à elaboração da rima, são elas: alternadas,interpoladas e emparelhadas. Para que definamos as rimas são colocadas letras maiúsculas ao final de cada verso, rimas semelhantes devem ser marcadas com a mesma letra.
EX.:

Quero muito lhe falar do meu AMOR.
A
Dizer o quanto você é importante para aliviar dor.
A
Nunca imaginei no mundo encontrar, AMAR: B
Sua companhia me acalenta, me faz inflamar B

Obs.: note que a letra A demarca uma rima: AMOR,DOR, enquanto a letra B demarca a outra rima: AMAR, INFLAMAR.



Rimas Alternadas ( A,B,A,B )

As rimas alternadas se caracterizam por alternarem a rima verso a verso.
EX.:

Junto ainda naturalmente amores...
A
Em universos todos...ela...
B
Amo muito ou...flores
A
Como tu és bela. B


Rimas Emparelhadas ( A,A,B,B )

Caracteriza por agrupar as rimas duas a duas em versos sequenciais.
EX.:

Quero muito lhe falar do meu AMOR.
A
Dizer o quanto você é importante para aliviar dor. A
Nunca imaginei no mundo encontrar, AMAR:
B
Sua companhia me acalenta, me faz inflamar
B


Rimas Interpoladas ( A,B,B,A )

Apresentam rima entre o primeiro e quarto versos, sendo outra rima composta pela semelhança no segundo e terceiro versos.
EX.:

Aqui, onde o talento verdadeiro A
Não nega o povo o merecido preito B;
Aqui onde no público respeito B
Se conquista o brasão mais lisonjeiro
A

domingo, 9 de maio de 2010

Lingua - Linguagem Verbal - Linguagem Não-Verbal

Comunicação verbal:

Comunicação verbal é definida como toda mensagem elaborada através do uso de palavras, sejam essas escritas ou faladas.
EX.: Uma carta,livro,um e-mail,diálogo.

Comunicação Não-verbal:

Toda comunicação elaborada sem o uso de palavras.
EX.: Gestos, linguagem de sinais, fotos, imagens, som de um instrumento.

sábado, 8 de maio de 2010

Comunicação - Intenção Comunicativa, Função comunicativa:

INTENÇÃO COMUNICATIVA:

O objetivo maior da Literatura é o ato da comunicação, ou seja, a troca de informações, mensagens. Isto se dá através de uma conversa, leitura, mensagem visual ou escrita. Podemos definir como intenção comunicativa todo e qualquer ato ou pensamento que leve a uma comunicação.
Para que haja uma comunicação são necessários os elementos básicos: emissor, receptor, canal e código, assim classificados:

Emissor: Ser que emite uma mensagem seja ela escrita ou falada, ponto de partida da comunicação.
Ex.: Escritor de um livro, falante de uma conversa, autor de uma redação.


Receptor :Ser que recebe uma mensagem, seja ela escrita ou falada.
Ex.: leitor de um livro, ouvinte em uma conversa.


Canal: Modo pelo qual à mensagem é enviada.
EX.: Livro, carta,e-mail, voz.

Código: Conteúdo de uma mensagem escrita ou falada.
EX.: Assunto de uma conversa,livro ou carta.


FUNÇÃO COMUNICATIVA:

Sempre que elaboramos uma mensagem escolhemos um modo para tal, a isso damos o nome de função comunicativa, a escolha de como elaborar uma mensagem escrita ou falada. Existem as seguintes maneiras ou funções:



FUNÇÃO EMOTIVA:

Toda comunicação elaborada com uso opinativo, linguagem lírica.
EX.: redações, poesias, biografias, tudo que envolve uma linguagem onde afloram opiniões ou sentimentos.

FUNÇÃO CONOTATIVA:

Essa talvez a mais usada diariamente. Definida pela adaptação da mensagem pelo emissor ao receptor, receptores.
EX.: Um médico dialogando com seu paciente e com outros médicos, mesmo que o assunto seja o mesmo, a maneira as palavras serão diferentes devido à capacidade do paciente em entender termos médicos; um advogado em júri ou falando com seu cliente; político em plenária e falando ao povo em comício.

FUNÇÃO METALINGUÍSTICA:

Função que estuda à gramática ou aspectos ligados a uma Língua.
EX.: Gramática, dicionário, questões de interpretação textuais.

FUNÇÃO FÁTICA:

Função que apresenta uma comunicação.
EX.: Introdução de uma redação, prefácio de uma obra literária, início de um diálogo.

Reflexão ( Recebi por e-mail)

“ÉDUCASSÃO”....MUITO BOA!!!!

Obs.: Recebi esse texto por e-mail e achei muito interessante...

Leiam o interessante relato de uma Professora de Matemática:Semana passada, comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

5. Ensino de matemática em 2000:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?( )SIM ( ) NÃO

6. Ensino de matemática em 2009:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00.( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

7. Em 2010 vai ser assim:Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler, coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, gay, lésbica, sem terra, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00

Isso me faz lembrar de uma pergunta vencedora em um congresso sobre vida sustentável.“Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”

É OU NÃO É UMA QUESTÃO DE POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO? E QUAL É A CHANCE DE TERMOS UMA POLÍTICA NACIONAL PARA ESTA ÁREA COMO TEM A CORÉIA, O JAPÃO OU A ALEMANHA? SERÁ QUE PERDEMOS O BONDE DA HISTÓRIA? NÃO É AQUI QUE SE VANGLORIA DE NÃO SE TER ESCOLA?

domingo, 2 de maio de 2010

Língua - Ortografia:

Aqui vão algumas dicas importantes...

I- use o “s”:

01. No sufixo - ês que indica origem ou proveniência:
japonês, chinês, inglês, cortês

02. Nas finais femininas - esa, isa, esia:
maresia, burguesia, poetisa, cortesia, duquesa, princesa

03. Após ditongos:
náusea, pouso, aplauso, Cleusa

04. Nos derivados de pôr e querer:
quis, quiser, puderes, expus

05. em vocábulos derivados cujos primitivos têm “s” no radical:
atraso, atrasar(atrás), pisar, pisei(piso)

II- empregue o “z”:

01. Nos sufixos -ez/eza (substantivos derivados de adjetivos):
beleza(belo), baixeza(baixo), surdez(surdo), torpeza(torpe)

02. Nos sufixos -izar (formadores de verbos, desde que não haja “s” no radical:
realizar(real), atualizar(atual), idealizar(ideal), autorizar(autor)

03. antes dos sufixos: inho, ito, al, ada:
pezinho, pazada, juazeiro, cafezal

III- use o “x” (com som de ch):

01. Após ditongos:
caixa, feixe, deixar, ameixa

02. Depois de “en”:
enxada, enxame, enxofre, enxugar

03. Após “me”:
mexer, mexerico, México, mexilhão
exc.: mecha, mechar, mecheiro

04. Em palavras de origem indígena:
Erexim, Xaxim, Xanxerê, abacaxi

IV- use o “g”:

01. Nas terminações -agem, -igem, -ugem, -ege:
viagem, garagem, voltagem, herege, frege

02. Nas terminações -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:
pedágio, colégio, vestígio, relógio, refúgio

03. Nos vocábulos derivados de primitivos que se escrevem com “g”:
vertiginoso(vertigem), contagioso(contágio)

V- usa-se o “j”:

01. Em vocábulos de origem latina:
jeito, hoje, majestade

02. Em palavras de origem indígena:
jibóia, pajé

03. Nas derivadas dos verbos em “-jar”:
arranjei, festejei

04. Nos derivados de palavras terminadas em “j” ajeitar, desajeitado(jeito)

VI- use o “h”:

01. No final de algumas interjeições:
ah!, oh!

02. quando a etimologia (origem da palavra) ou a tradição escrita do nosso idioma assim determina:
hábil hélice hiato higiene honesto
habitação herança híbrido hipoteca honra
hábito herói hidrogênio hoje hora
hálito hesitar hífen homem horizonte

03. no interior dos vocábulos, quando faz parte dos dígrafos ch, lh, nh:
fecho, folha, rainha

VII- uso dos sufixos -inho/-zinho

01. Para formar o grau diminutivo com esses sufixos, você deve considerar a terminação da palavra primitiva. Se a palavra primitiva terminar com s ou z, basta acrescentar o sufixo -inho(a). Se ela apresentar outra terminação, escreve o sufixo -zinho(a).
primitiva sufixo diminutivo derivada
pires +inho piresinho
lápis +inho lapisinho
raiz +inha raizinha
juiz +inho juizinho
papel +zinho papelzinho
pé +zinho pezinho
pai +zinho paizinho

sábado, 1 de maio de 2010

Língua - Como escrevo?

Ouço frequentes ou freqüentes (he,he,he) perguntas sobre como escrever...à moda antiga ou pelo novo acordo ortográfico. Bom, é óbvio que devemos nos ajustar às novas regras, sendo assim, é bom sempre grafar todos os termos pelo acordo, mas até Dezembro de 2012 as duas formas serão permitidas. Desde já devemos nos adaptar, pois não será possível uma assimilação de todas as novas formas da meia-noite de Dezembro para Janeiro,heheheh...

Língua - Colocação de Pronomes Oblíquos:



Os pronomes oblíquos, na oração, podem vir antes, no meio ou depois do verbo. Essa colocação obedece a normas ditadas, em parte, pela eufonia.

Próclise: Colocação do pronome antes do verbo. Sempre quando houver palavras que possam atrair a variação pronominal átona.

Ou seja:

a) Palavras e expressões negativas:

“Nunca me digam isto”.
“Jamais me calarei”.

b) Advérbios e locuções adverbiais:

“Muito se aprende com a prática”.
“Só me foi possível sair agora”.

c) Expressões exclamativas:

“Bons ventos te levem”.
“Diabos te carreguem”.

d) Orações interrogativas:

“Quem te deu este vestido?”
“Onde te levaram?”

e) Conjunção subordinativa:

“Aguardamos que nos digas a verdade”.

f) Pronome demonstrativo neutro:

“Isso me foi atribuído...”.
“Aquilo me assustou”.

g) Pronome indefinido:

“Tudo se agita: as pessoas, o mar...”.
“Nada se obtém sem sacrifício”.


h) Pronomes relativos:

“Aí vai o endereço que me pediste”.

Observações:

O gerúndio, regido da preposição “em” ou de negação, admite, de rigor, a próclise:

Ex: “Em se tratando da religião, irei”.

Mesóclise: Colocação do pronome no interior do verbo. O verbo deverá estar no futuro do presente ou do pretérito e iniciar o período:

Ex: “Falar-te-ia se me fosse possível”.
“Dir-vos-ei estas verdades”.

Ênclise: Colocação do pronome depois do verbo.

Ou seja:

a) Quando o verbo começa o período:

“Amo-te, ó rude e doloroso idioma”. (Bilac)

b) Nas orações imperativas:

“Diga-lhe que se apresente a mim”.

c) Nas orações gerundiais, desde que não vier precedido de preposição “em” ou de advérbios negativos:

“... não lhe fazendo diferença”. (Herculano)
“... Tratando-se de minorar o sofrimento...”.

Observação:

E nas demais expressões onde não houver elementos de atração que possibilitem um caso de próclise ou mesóclise.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Hoje em dia devemos rir.......

Nossa...hoje eu ri muito ,heheheheh....falta amor na vida de certas pessoas,só pode ser,heheehh...Mas dei boas risadas...e, aliás: dia a dia pode ser escrito com e sem hífen,o que muda é a conotação( isso em almanaque abril não aparece, heheheheh).

Dia a dia : um dia após o outro;
Dia-a-dia: o mesmo dia,da manhã até a noite ( antes que erre novamente, a crase após a preposição "até" é optativa nesse caso...em outros nem devemos usar,heheh).

O Crack faz isso com as pessoas,rsrsrsrs.

Mas no país do BBB ......fazer "né"...vamos ocupar a vida. Enquanto alguns ficam na Internet o tempo todo;outros têm mais o que fazer. Existem muitos Pusilânimes e Caguinchas por aí ...em relação aos substantivos masculinos e femininos : leia o Aurélio,faz bem.

E é bom revermos o significado de Imbecil: Adjetivo de dois gêneros, substantivo de dois gêneros. Idiota,tolo.
Aquele que sofre de imbecilidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Dica de Filme para reflexão (Livro): O Escafandro e a Borboleta

O escafandro e a borboleta convida o telespectador para uma reflexão sobre as superações humanas. Mostra a resistência e a coragem de um homem diante das dificuldades da vida.
O filme se passa na década de 1990 na França.
O jornalista Jean-Dominique Bauby, representado pelo ator Mathieu Amalric, 43 anos, editor da revista Elle, é o protagonista do filme que explora a história de uma vida reformulada após um acidente vascular cerebral (AVC). Ele fica em coma duas semanas e, ao acordar, sente o corpo paralisado. No entanto, consegue mexer o olho esquerdo. E, por meio dele, passa a expressar as sensações vividas ao longo das etapas desse desafio humano. No começo, Bauby tem dificuldade para aceitar a condição vivida. Mas, ao longo do tempo, aprende a representar as letras do alfabeto por meio das piscadas de olho. Há, no filme, uma aposta em mostrar como a doença, e as condições que são impostas devido a ela, geram uma busca pelo autoconhecimento.

A obra literária O escafandro e a borboleta, de Jean-Dominique Bauby, é a narração dos momentos vividos desde a cirurgia até os passeios na cadeira de rodas. Ao passar pelas mãos do roteirista Ronald Harwood e do diretor Julian Schnabel, a obra se torna um filme sobre os limites da resistência emocional. Entre as obras cinematográficas de Schnabel, estão Antes do anoitecer, de 2000, e Basquiat: traços de uma vida, de 1996. Também construiu um documentário em 2007, chamado Lou Reed's Berlin.

No começo do filme, as imagens distorcidas de ossos humanos criam expectativas no observador. Aparentam comunicar sentimentos e até mesmo personalidades, como se fossem mapas das subjetividades dos seres humanos. E, partir daí, uma sala de cirurgia cria um cenário de base para a construção do enredo. A partir da estética dessa sala de cirurgia, O escafandro e a borboleta cumpre o desafio de desenvolver uma narrativa capaz de explicar o porquê dessa situação clímax. O filme recebeu quatro indicações ao Oscar, sete indicações ao César, uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de melhor filme estrangeiro e os prêmios de melhor diretor, além do Grande Prêmio Técnico no Festival de Cannes.

Imaginação e memória

Para tratar a doença, Bauby é submetido a uma cirurgia, mas a reabilitação deixa a desejar. Apenas o olho esquerdo se recupera e o olho direito fica sem irrigações, sendo costurado para não ficar exposto às bactérias. Apesar de imaginar a reprodução de sons, como se, de fato, falasse palavras, Bauby não consegue mover a boca. Depois de alguns testes, ele percebe isso. Para se alimentar, recebe nutrientes através da traqueostomia.Em certo momento, os médicos comunicam ao jornalista sobre a ocorrência do AVC, que deixou o tronco vascular, que liga o cérebro à espinha dorsal, inabilitado. Na narrativa é destacado o fato de que se o caso fosse diagnosticado antes, provavelmente ele morreria, pois ainda não haviam sido desenvolvidos métodos para estabilizar o estado de saúde de pacientes com derrame. No filme, há uma esperança de recuperação pelo fato do cérebro não ter deixado de funcionar completamente. Mesmo com a paralisia da cabeça aos pés, o jornalista encontra em referenciais íntimos motivos para continuar vivo. Os médicos, fisioterapeutas e psicólogos ficam surpresos em saber do histórico de vida daquele paciente. Isso porque o AVC geralmente ocorre quando a pessoa fuma, bebe e é sedentária; ele não fumava, nem bebia em demasia.Devido às condições, ele cria uma maneira pessoal de compreender o mundo. A imaginação e a memória agem, para Bauby, como lâmpadas mágicas, ou seja, ferramentas de criação. Ele consegue dar vida às suas imaginações. Nessa condição, de quase total imobilidade, os prazeres de Jean-Dominique Bauby vêm das imagens e vivências mentais, como a Torre Eiffel, andar de carro, entre outras. Imagens fotográficas de familiares, de geleiras que derretem, e de um mergulhador revestido por um escafandro, são devaneios constantes. No filme, visam expressar os sentimentos diante das circunstâncias físicas e psicológicas. É como se a roupa de mergulhador, esse arranjo gerado pelas imagens e vivências, fosse uma silhueta da sensação de estar aprisionado no próprio corpo. E, como desfecho, a borboleta citada na narrativa se faz imagem de uma liberdade almejada. Liberdade essa, talvez, conquistada com a desvinculação do corpo.Num diálogo com seu pai, já idoso, ele comenta sobre o escafandro. “Você está prisioneiro do corpo, e eu estou preso no apartamento”, lamenta o pai, que apresenta dificuldades para andar. Esse devaneio de prisão, construído a partir do símbolo do escafandro, está interligado à água. Nos mitos, muitas vezes, a água é associada à purificação e aos conteúdos internos da pessoa. A obra parece querer revelar o lado marinho, ou seja, esse mundo abstrato, como uma maneira de se desapegar e desvincular dos estigmas e limitações de uma racionalidade predadora, egocêntrica e preconceituosa. As metáforas do escafandro e da borboleta também servem para mostrar como as pessoas, ao observarem-no, apenas conseguem imaginar a aparência causada pela doença, ou seja, a debilidade manifesta. As metáforas do filme também fazem lembrar os lados sombra e luz, presentes em oposições, separações e classificações feitas pela sociedade.
O Silêncio dos inocentes, de 1991, do diretor Jonathan Demme, apresenta o devaneio de encarar a borboleta como imagem da liberdade, como se o corpo humano fosse um casulo. As cenas mentais, produzidas a partir da leitura dos dois filmes, convidam a pensar uma questão: Até que ponto as pessoas limitam a existência ao escafandro do corpo, a ponto de não visualizarem o lado borboleta da vida, ou seja, a capacidade de recriar os modos de existência até possíveis liberdades idealizadas? Em outras palavras, existe uma criação e recriação constante do humano? Ou ele está estagnado? Perguntas como essa, de uma maneira latente, parecem ser suscitadas pela obra cinematográfica. O filme mostra o quanto a antropogênese se faz verbo e carne na existência humana.E, ao pensar na antropogênese, é possível refletir também as possibilidades da cosmogênese, ou seja, de uma criação contínua do cosmos, num processo ininterrupto de nascimento. As dimensões caos e cosmos se fazem presentes tanto na antropogênese quanto na cosmogênese. E o filme parece apontar pistas sobre isso, pois a situação de AVC, tida no início como caos, ao longo do tempo, após ganhar significações, passa a representar o cosmos. Isso porque, a partir dela, Jean-Dominique Bauby passa a se sensibilizar em relação aos valores pessoais, a ponto de rever e querer mudar a postura das relações sociais com os familiares e amigos. O caos da vida dele não foi absoluto. A situação anterior ao AVC, representada como ordem ou como cosmos, conforme se optou por apresentar, aparentava a sensação de segurança, mas, assim como o caos, estava em aberto, à espera de um porvir de nascimentos. Ou seja, após o caos, surgem outras possibilidades de reorganização da vida dele, a ponto de culminar com a realização de um desejo há muito tempo imaginado: Escrever um livro. E, assim, a narrativa apresenta uma abordagem do homem desvinculada de conclusões ou ciências fechadas.Na obra literária A águia e a galinha, do filósofo Leonardo Boff, também são discutidos os arquétipos humanos. Tratam-se de padrões de comportamento do inconsciente coletivo, ou seja, de figuras e símbolos com significações culturais e sociais universais. Baseado numa representação do educador africano James Aggrey, Leonardo Boff vê no ser humano as metáforas da águia e da galinha. Aggrey conta uma anedota sobre uma águia criada como galinha. Essa águia, conforme a narrativa, passa a se comportar como galinha. Isso faz o leitor pensar no quanto os seres humanos estão domesticados, a ponto de serem feitos galinhas pelas imposições exteriores. Mas, assim como no filme, há um desfecho para essa sensação. O renascimento da dimensão águia, proposta pelo livro, se assemelha à metáfora do surgimento da borboleta, após eclodir do casulo. Isso porque ambos tratam da representação da libertação das catividades, sejam físicas, espirituais, psicológicas ou sociais. O imaginário sobre o escafandro, por sua vez, se assemelha às limitações da metáfora da galinha. As visões sociais sobre o caso de Jean-Dominique Bauby o reduziam à dimensão galinha, por serem limitadas e empobrecidas. Mas, a partir de resistências e resignificações instintivas, meditativas, potenciais e pessoais, ele descobre a dimensão águia da vida, ou seja, uma essência para justificar a existência.No filme, as ferramentas usadas para escapar do escafandro são a imaginação e a memória. Para os amigos, ele está incapaz de se comunicar, mas, para ele, as linguagens imagéticas e do piscar de olhos se fazem constantes. O jornalista passou se comunicar também consigo mesmo, ou seja, com as referências e personagens registradas pelas experiências e pela inventividade. O lado borboleta da personalidade desse jornalista também se faz presente quando ele desiste de ter pena de si. Jean-Dominique começa a prestar atenção no corpo, e descobre detalhes inexplorados. E isso o faz encontrar novos sentidos para a existência.
Fonte: Internet (perdão,mas não sei realmente de onde retirei).

sábado, 13 de março de 2010

Literatura - Dicas de Leitura I:

Pesquisa recente revela que em nosso país aproximadamente 18% da população lê com frequência, em média um livro a cada três meses, enquanto na Europa essa média chega a mais de 60% da população ( três livros a cada mês). Esse fato é alarmante e revela o porquê da diferença cultural entre os países do velho continente e nosso Brasil ( atualmente impregnado por uma cultura BBB). A seguir coloco uma lista de livros indispensáveis e de diferentes estilos:

Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente: Definida pelo autor como um "auto da moralidade", essa peça teatral faz uma sátira aos costumes utilizando uma linguagem coloquial de fácil entendimento;

Os Lusíadas, Luís de Camões: obra do gênero épico que revela as navegações portuguesas,obra-prima;

O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini: Traz aspectos interessantes de uma cultura totalmente diferente de nossa realidade. Uma história de amizade e culpa que revela um pouco da cultura e folclore do Afeganistão;

Iracema, José de Alencar: Obra que apresenta diversos recursos linguísticos, além de trazer o indianismo e a valorização de nossa terra,nossos costumes e nossa Língua;

Cinco Minutos, José de Alencar: Uma história curta que mostra o estilo desse ótimo autor brasileiro, apresenta característica marcante de Alencar no aspecto romântico,final feliz;

Dom Casmurro, Machado de Assis: A genialidade de Assis está presente em uma história de adultério que faz pensar e discutir;

...continua...

terça-feira, 9 de março de 2010

A Falta do que fazer e os bondes

Não posso deixar de escrever sobre os bondes após as reportagens que assisti hoje na televisão...o difícil é escrever sem utilizar adjetivos pífios,palvras de baixo calão,heheehe, pois não há um termo na Língua Portuguesa que reflita o que é um bonde ou sua atuação na sociedade que não seja censurado e pavoroso para muitos.
Um bonde é composto por jovens inseguros e que se acham incapazes de fazer algo na vida, então se juntam a outros do mesmo tipo e ficam por aí querendo briga ( sempre 10 contra 1,só assim são capazes)e o pior são os bondes de meninas,pois hoje em dia a mulher alcançou um lugar merecido na sociedade,valorizem isso. Quanto as pixações cabe o que disse um grande escritor americano "...por que os idiotas acham que todos querem ver os seus nomes bobos? " essa frase diz tudo, ninguém olha pixação,além do mais eles nem sabem escrever corretamente,olhar para quê?!
Está na hora de revermos nossas leis e punirmos com maior rigor tais atitudes, todavia é necessário que os educadores e os pais tomem ação,antes esses do que a polícia no futuro...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pérolas do ENEM 2009:

Aquecimento Global...esse foi o tema da redação do Enem 2009. Como de costume não faltaram muitas "preciosidades".

"...paremos e reflitemos..." ( isso aí,beleza);

..." o que vamos deixar para os nosso antecedentes? " ( pelo visto devemos deixar dicionários);

"...convivemos com a merchendagem e a politicagem..." ( assim só chamando GZUS);

"...na cama dos deputados foram votadas muitas leis..." ( poxa,deixem a vida privada dos políticos em paz, até no banheiro eles podem criar leis,heheheh.);

"... a camada de ozonel..." ( essa prefiro não comentar);

"...o povo amazônico está sendo usado como bote xpiatório..." ( cuidado para não naufragar);

"...retirada claudestina de árvores..." ( nossa,caráulio);

"... temos que criar leis legais contra isso..." ( essa foi ótima, pois muitas leis ilegais estão sendo criadas no Brasil pelo visto);

"...a Amazônia é explorada de forma piedosa..." ( ah...de forma piedosa tudo bem,pode...);

"...espero que o desmatamento seja instinto..." ( e eu que as pessoas estudem mais);

"... a emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta..." ( que bonito isso,até me emocionei);

"... precisamos de oxigênio para nossa vida eterna..." ( poxa, a medicina está evoluindo,concordo, mas a ponto de deixar a vida eterna,ufa...assim existe tempo de sobra para a leitura e conhecimento de nossa Língua);

"...os desmatadores cortam árvores naturais da natureza..." ( está resolvido o problema,é só eles cortarem as árvores de plástico);

"... na floresta amazônica existem muitos animais: leões,ursos, passarinhos,etc." ( a globalização tem afetado até a natureza);

Fico por aqui, mas há inúmeras "preciosidades" nos textos..... ter como principal assunto o que aconteceu no Big Brother ontem à noite provoca isso, vamos Brasil.

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Concordância Nominal ? O básico está aqui.

CONCORDÂNCIA NOMINAL                                 O artigo, o adjetivo, o pronome adjetivo e o numeral concorda...

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