domingo, 2 de maio de 2010

Língua - Ortografia:

Aqui vão algumas dicas importantes...

I- use o “s”:

01. No sufixo - ês que indica origem ou proveniência:
japonês, chinês, inglês, cortês

02. Nas finais femininas - esa, isa, esia:
maresia, burguesia, poetisa, cortesia, duquesa, princesa

03. Após ditongos:
náusea, pouso, aplauso, Cleusa

04. Nos derivados de pôr e querer:
quis, quiser, puderes, expus

05. em vocábulos derivados cujos primitivos têm “s” no radical:
atraso, atrasar(atrás), pisar, pisei(piso)

II- empregue o “z”:

01. Nos sufixos -ez/eza (substantivos derivados de adjetivos):
beleza(belo), baixeza(baixo), surdez(surdo), torpeza(torpe)

02. Nos sufixos -izar (formadores de verbos, desde que não haja “s” no radical:
realizar(real), atualizar(atual), idealizar(ideal), autorizar(autor)

03. antes dos sufixos: inho, ito, al, ada:
pezinho, pazada, juazeiro, cafezal

III- use o “x” (com som de ch):

01. Após ditongos:
caixa, feixe, deixar, ameixa

02. Depois de “en”:
enxada, enxame, enxofre, enxugar

03. Após “me”:
mexer, mexerico, México, mexilhão
exc.: mecha, mechar, mecheiro

04. Em palavras de origem indígena:
Erexim, Xaxim, Xanxerê, abacaxi

IV- use o “g”:

01. Nas terminações -agem, -igem, -ugem, -ege:
viagem, garagem, voltagem, herege, frege

02. Nas terminações -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:
pedágio, colégio, vestígio, relógio, refúgio

03. Nos vocábulos derivados de primitivos que se escrevem com “g”:
vertiginoso(vertigem), contagioso(contágio)

V- usa-se o “j”:

01. Em vocábulos de origem latina:
jeito, hoje, majestade

02. Em palavras de origem indígena:
jibóia, pajé

03. Nas derivadas dos verbos em “-jar”:
arranjei, festejei

04. Nos derivados de palavras terminadas em “j” ajeitar, desajeitado(jeito)

VI- use o “h”:

01. No final de algumas interjeições:
ah!, oh!

02. quando a etimologia (origem da palavra) ou a tradição escrita do nosso idioma assim determina:
hábil hélice hiato higiene honesto
habitação herança híbrido hipoteca honra
hábito herói hidrogênio hoje hora
hálito hesitar hífen homem horizonte

03. no interior dos vocábulos, quando faz parte dos dígrafos ch, lh, nh:
fecho, folha, rainha

VII- uso dos sufixos -inho/-zinho

01. Para formar o grau diminutivo com esses sufixos, você deve considerar a terminação da palavra primitiva. Se a palavra primitiva terminar com s ou z, basta acrescentar o sufixo -inho(a). Se ela apresentar outra terminação, escreve o sufixo -zinho(a).
primitiva sufixo diminutivo derivada
pires +inho piresinho
lápis +inho lapisinho
raiz +inha raizinha
juiz +inho juizinho
papel +zinho papelzinho
pé +zinho pezinho
pai +zinho paizinho

sábado, 1 de maio de 2010

Língua - Como escrevo?

Ouço frequentes ou freqüentes (he,he,he) perguntas sobre como escrever...à moda antiga ou pelo novo acordo ortográfico. Bom, é óbvio que devemos nos ajustar às novas regras, sendo assim, é bom sempre grafar todos os termos pelo acordo, mas até Dezembro de 2012 as duas formas serão permitidas. Desde já devemos nos adaptar, pois não será possível uma assimilação de todas as novas formas da meia-noite de Dezembro para Janeiro,heheheh...

Língua - Colocação de Pronomes Oblíquos:



Os pronomes oblíquos, na oração, podem vir antes, no meio ou depois do verbo. Essa colocação obedece a normas ditadas, em parte, pela eufonia.

Próclise: Colocação do pronome antes do verbo. Sempre quando houver palavras que possam atrair a variação pronominal átona.

Ou seja:

a) Palavras e expressões negativas:

“Nunca me digam isto”.
“Jamais me calarei”.

b) Advérbios e locuções adverbiais:

“Muito se aprende com a prática”.
“Só me foi possível sair agora”.

c) Expressões exclamativas:

“Bons ventos te levem”.
“Diabos te carreguem”.

d) Orações interrogativas:

“Quem te deu este vestido?”
“Onde te levaram?”

e) Conjunção subordinativa:

“Aguardamos que nos digas a verdade”.

f) Pronome demonstrativo neutro:

“Isso me foi atribuído...”.
“Aquilo me assustou”.

g) Pronome indefinido:

“Tudo se agita: as pessoas, o mar...”.
“Nada se obtém sem sacrifício”.


h) Pronomes relativos:

“Aí vai o endereço que me pediste”.

Observações:

O gerúndio, regido da preposição “em” ou de negação, admite, de rigor, a próclise:

Ex: “Em se tratando da religião, irei”.

Mesóclise: Colocação do pronome no interior do verbo. O verbo deverá estar no futuro do presente ou do pretérito e iniciar o período:

Ex: “Falar-te-ia se me fosse possível”.
“Dir-vos-ei estas verdades”.

Ênclise: Colocação do pronome depois do verbo.

Ou seja:

a) Quando o verbo começa o período:

“Amo-te, ó rude e doloroso idioma”. (Bilac)

b) Nas orações imperativas:

“Diga-lhe que se apresente a mim”.

c) Nas orações gerundiais, desde que não vier precedido de preposição “em” ou de advérbios negativos:

“... não lhe fazendo diferença”. (Herculano)
“... Tratando-se de minorar o sofrimento...”.

Observação:

E nas demais expressões onde não houver elementos de atração que possibilitem um caso de próclise ou mesóclise.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Hoje em dia devemos rir.......

Nossa...hoje eu ri muito ,heheheheh....falta amor na vida de certas pessoas,só pode ser,heheehh...Mas dei boas risadas...e, aliás: dia a dia pode ser escrito com e sem hífen,o que muda é a conotação( isso em almanaque abril não aparece, heheheheh).

Dia a dia : um dia após o outro;
Dia-a-dia: o mesmo dia,da manhã até a noite ( antes que erre novamente, a crase após a preposição "até" é optativa nesse caso...em outros nem devemos usar,heheh).

O Crack faz isso com as pessoas,rsrsrsrs.

Mas no país do BBB ......fazer "né"...vamos ocupar a vida. Enquanto alguns ficam na Internet o tempo todo;outros têm mais o que fazer. Existem muitos Pusilânimes e Caguinchas por aí ...em relação aos substantivos masculinos e femininos : leia o Aurélio,faz bem.

E é bom revermos o significado de Imbecil: Adjetivo de dois gêneros, substantivo de dois gêneros. Idiota,tolo.
Aquele que sofre de imbecilidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Dica de Filme para reflexão (Livro): O Escafandro e a Borboleta

O escafandro e a borboleta convida o telespectador para uma reflexão sobre as superações humanas. Mostra a resistência e a coragem de um homem diante das dificuldades da vida.
O filme se passa na década de 1990 na França.
O jornalista Jean-Dominique Bauby, representado pelo ator Mathieu Amalric, 43 anos, editor da revista Elle, é o protagonista do filme que explora a história de uma vida reformulada após um acidente vascular cerebral (AVC). Ele fica em coma duas semanas e, ao acordar, sente o corpo paralisado. No entanto, consegue mexer o olho esquerdo. E, por meio dele, passa a expressar as sensações vividas ao longo das etapas desse desafio humano. No começo, Bauby tem dificuldade para aceitar a condição vivida. Mas, ao longo do tempo, aprende a representar as letras do alfabeto por meio das piscadas de olho. Há, no filme, uma aposta em mostrar como a doença, e as condições que são impostas devido a ela, geram uma busca pelo autoconhecimento.

A obra literária O escafandro e a borboleta, de Jean-Dominique Bauby, é a narração dos momentos vividos desde a cirurgia até os passeios na cadeira de rodas. Ao passar pelas mãos do roteirista Ronald Harwood e do diretor Julian Schnabel, a obra se torna um filme sobre os limites da resistência emocional. Entre as obras cinematográficas de Schnabel, estão Antes do anoitecer, de 2000, e Basquiat: traços de uma vida, de 1996. Também construiu um documentário em 2007, chamado Lou Reed's Berlin.

No começo do filme, as imagens distorcidas de ossos humanos criam expectativas no observador. Aparentam comunicar sentimentos e até mesmo personalidades, como se fossem mapas das subjetividades dos seres humanos. E, partir daí, uma sala de cirurgia cria um cenário de base para a construção do enredo. A partir da estética dessa sala de cirurgia, O escafandro e a borboleta cumpre o desafio de desenvolver uma narrativa capaz de explicar o porquê dessa situação clímax. O filme recebeu quatro indicações ao Oscar, sete indicações ao César, uma indicação ao Grande Prêmio Cinema Brasil de melhor filme estrangeiro e os prêmios de melhor diretor, além do Grande Prêmio Técnico no Festival de Cannes.

Imaginação e memória

Para tratar a doença, Bauby é submetido a uma cirurgia, mas a reabilitação deixa a desejar. Apenas o olho esquerdo se recupera e o olho direito fica sem irrigações, sendo costurado para não ficar exposto às bactérias. Apesar de imaginar a reprodução de sons, como se, de fato, falasse palavras, Bauby não consegue mover a boca. Depois de alguns testes, ele percebe isso. Para se alimentar, recebe nutrientes através da traqueostomia.Em certo momento, os médicos comunicam ao jornalista sobre a ocorrência do AVC, que deixou o tronco vascular, que liga o cérebro à espinha dorsal, inabilitado. Na narrativa é destacado o fato de que se o caso fosse diagnosticado antes, provavelmente ele morreria, pois ainda não haviam sido desenvolvidos métodos para estabilizar o estado de saúde de pacientes com derrame. No filme, há uma esperança de recuperação pelo fato do cérebro não ter deixado de funcionar completamente. Mesmo com a paralisia da cabeça aos pés, o jornalista encontra em referenciais íntimos motivos para continuar vivo. Os médicos, fisioterapeutas e psicólogos ficam surpresos em saber do histórico de vida daquele paciente. Isso porque o AVC geralmente ocorre quando a pessoa fuma, bebe e é sedentária; ele não fumava, nem bebia em demasia.Devido às condições, ele cria uma maneira pessoal de compreender o mundo. A imaginação e a memória agem, para Bauby, como lâmpadas mágicas, ou seja, ferramentas de criação. Ele consegue dar vida às suas imaginações. Nessa condição, de quase total imobilidade, os prazeres de Jean-Dominique Bauby vêm das imagens e vivências mentais, como a Torre Eiffel, andar de carro, entre outras. Imagens fotográficas de familiares, de geleiras que derretem, e de um mergulhador revestido por um escafandro, são devaneios constantes. No filme, visam expressar os sentimentos diante das circunstâncias físicas e psicológicas. É como se a roupa de mergulhador, esse arranjo gerado pelas imagens e vivências, fosse uma silhueta da sensação de estar aprisionado no próprio corpo. E, como desfecho, a borboleta citada na narrativa se faz imagem de uma liberdade almejada. Liberdade essa, talvez, conquistada com a desvinculação do corpo.Num diálogo com seu pai, já idoso, ele comenta sobre o escafandro. “Você está prisioneiro do corpo, e eu estou preso no apartamento”, lamenta o pai, que apresenta dificuldades para andar. Esse devaneio de prisão, construído a partir do símbolo do escafandro, está interligado à água. Nos mitos, muitas vezes, a água é associada à purificação e aos conteúdos internos da pessoa. A obra parece querer revelar o lado marinho, ou seja, esse mundo abstrato, como uma maneira de se desapegar e desvincular dos estigmas e limitações de uma racionalidade predadora, egocêntrica e preconceituosa. As metáforas do escafandro e da borboleta também servem para mostrar como as pessoas, ao observarem-no, apenas conseguem imaginar a aparência causada pela doença, ou seja, a debilidade manifesta. As metáforas do filme também fazem lembrar os lados sombra e luz, presentes em oposições, separações e classificações feitas pela sociedade.
O Silêncio dos inocentes, de 1991, do diretor Jonathan Demme, apresenta o devaneio de encarar a borboleta como imagem da liberdade, como se o corpo humano fosse um casulo. As cenas mentais, produzidas a partir da leitura dos dois filmes, convidam a pensar uma questão: Até que ponto as pessoas limitam a existência ao escafandro do corpo, a ponto de não visualizarem o lado borboleta da vida, ou seja, a capacidade de recriar os modos de existência até possíveis liberdades idealizadas? Em outras palavras, existe uma criação e recriação constante do humano? Ou ele está estagnado? Perguntas como essa, de uma maneira latente, parecem ser suscitadas pela obra cinematográfica. O filme mostra o quanto a antropogênese se faz verbo e carne na existência humana.E, ao pensar na antropogênese, é possível refletir também as possibilidades da cosmogênese, ou seja, de uma criação contínua do cosmos, num processo ininterrupto de nascimento. As dimensões caos e cosmos se fazem presentes tanto na antropogênese quanto na cosmogênese. E o filme parece apontar pistas sobre isso, pois a situação de AVC, tida no início como caos, ao longo do tempo, após ganhar significações, passa a representar o cosmos. Isso porque, a partir dela, Jean-Dominique Bauby passa a se sensibilizar em relação aos valores pessoais, a ponto de rever e querer mudar a postura das relações sociais com os familiares e amigos. O caos da vida dele não foi absoluto. A situação anterior ao AVC, representada como ordem ou como cosmos, conforme se optou por apresentar, aparentava a sensação de segurança, mas, assim como o caos, estava em aberto, à espera de um porvir de nascimentos. Ou seja, após o caos, surgem outras possibilidades de reorganização da vida dele, a ponto de culminar com a realização de um desejo há muito tempo imaginado: Escrever um livro. E, assim, a narrativa apresenta uma abordagem do homem desvinculada de conclusões ou ciências fechadas.Na obra literária A águia e a galinha, do filósofo Leonardo Boff, também são discutidos os arquétipos humanos. Tratam-se de padrões de comportamento do inconsciente coletivo, ou seja, de figuras e símbolos com significações culturais e sociais universais. Baseado numa representação do educador africano James Aggrey, Leonardo Boff vê no ser humano as metáforas da águia e da galinha. Aggrey conta uma anedota sobre uma águia criada como galinha. Essa águia, conforme a narrativa, passa a se comportar como galinha. Isso faz o leitor pensar no quanto os seres humanos estão domesticados, a ponto de serem feitos galinhas pelas imposições exteriores. Mas, assim como no filme, há um desfecho para essa sensação. O renascimento da dimensão águia, proposta pelo livro, se assemelha à metáfora do surgimento da borboleta, após eclodir do casulo. Isso porque ambos tratam da representação da libertação das catividades, sejam físicas, espirituais, psicológicas ou sociais. O imaginário sobre o escafandro, por sua vez, se assemelha às limitações da metáfora da galinha. As visões sociais sobre o caso de Jean-Dominique Bauby o reduziam à dimensão galinha, por serem limitadas e empobrecidas. Mas, a partir de resistências e resignificações instintivas, meditativas, potenciais e pessoais, ele descobre a dimensão águia da vida, ou seja, uma essência para justificar a existência.No filme, as ferramentas usadas para escapar do escafandro são a imaginação e a memória. Para os amigos, ele está incapaz de se comunicar, mas, para ele, as linguagens imagéticas e do piscar de olhos se fazem constantes. O jornalista passou se comunicar também consigo mesmo, ou seja, com as referências e personagens registradas pelas experiências e pela inventividade. O lado borboleta da personalidade desse jornalista também se faz presente quando ele desiste de ter pena de si. Jean-Dominique começa a prestar atenção no corpo, e descobre detalhes inexplorados. E isso o faz encontrar novos sentidos para a existência.
Fonte: Internet (perdão,mas não sei realmente de onde retirei).

sábado, 13 de março de 2010

Literatura - Dicas de Leitura I:

Pesquisa recente revela que em nosso país aproximadamente 18% da população lê com frequência, em média um livro a cada três meses, enquanto na Europa essa média chega a mais de 60% da população ( três livros a cada mês). Esse fato é alarmante e revela o porquê da diferença cultural entre os países do velho continente e nosso Brasil ( atualmente impregnado por uma cultura BBB). A seguir coloco uma lista de livros indispensáveis e de diferentes estilos:

Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente: Definida pelo autor como um "auto da moralidade", essa peça teatral faz uma sátira aos costumes utilizando uma linguagem coloquial de fácil entendimento;

Os Lusíadas, Luís de Camões: obra do gênero épico que revela as navegações portuguesas,obra-prima;

O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini: Traz aspectos interessantes de uma cultura totalmente diferente de nossa realidade. Uma história de amizade e culpa que revela um pouco da cultura e folclore do Afeganistão;

Iracema, José de Alencar: Obra que apresenta diversos recursos linguísticos, além de trazer o indianismo e a valorização de nossa terra,nossos costumes e nossa Língua;

Cinco Minutos, José de Alencar: Uma história curta que mostra o estilo desse ótimo autor brasileiro, apresenta característica marcante de Alencar no aspecto romântico,final feliz;

Dom Casmurro, Machado de Assis: A genialidade de Assis está presente em uma história de adultério que faz pensar e discutir;

...continua...

terça-feira, 9 de março de 2010

A Falta do que fazer e os bondes

Não posso deixar de escrever sobre os bondes após as reportagens que assisti hoje na televisão...o difícil é escrever sem utilizar adjetivos pífios,palvras de baixo calão,heheehe, pois não há um termo na Língua Portuguesa que reflita o que é um bonde ou sua atuação na sociedade que não seja censurado e pavoroso para muitos.
Um bonde é composto por jovens inseguros e que se acham incapazes de fazer algo na vida, então se juntam a outros do mesmo tipo e ficam por aí querendo briga ( sempre 10 contra 1,só assim são capazes)e o pior são os bondes de meninas,pois hoje em dia a mulher alcançou um lugar merecido na sociedade,valorizem isso. Quanto as pixações cabe o que disse um grande escritor americano "...por que os idiotas acham que todos querem ver os seus nomes bobos? " essa frase diz tudo, ninguém olha pixação,além do mais eles nem sabem escrever corretamente,olhar para quê?!
Está na hora de revermos nossas leis e punirmos com maior rigor tais atitudes, todavia é necessário que os educadores e os pais tomem ação,antes esses do que a polícia no futuro...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pérolas do ENEM 2009:

Aquecimento Global...esse foi o tema da redação do Enem 2009. Como de costume não faltaram muitas "preciosidades".

"...paremos e reflitemos..." ( isso aí,beleza);

..." o que vamos deixar para os nosso antecedentes? " ( pelo visto devemos deixar dicionários);

"...convivemos com a merchendagem e a politicagem..." ( assim só chamando GZUS);

"...na cama dos deputados foram votadas muitas leis..." ( poxa,deixem a vida privada dos políticos em paz, até no banheiro eles podem criar leis,heheheh.);

"... a camada de ozonel..." ( essa prefiro não comentar);

"...o povo amazônico está sendo usado como bote xpiatório..." ( cuidado para não naufragar);

"...retirada claudestina de árvores..." ( nossa,caráulio);

"... temos que criar leis legais contra isso..." ( essa foi ótima, pois muitas leis ilegais estão sendo criadas no Brasil pelo visto);

"...a Amazônia é explorada de forma piedosa..." ( ah...de forma piedosa tudo bem,pode...);

"...espero que o desmatamento seja instinto..." ( e eu que as pessoas estudem mais);

"... a emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta..." ( que bonito isso,até me emocionei);

"... precisamos de oxigênio para nossa vida eterna..." ( poxa, a medicina está evoluindo,concordo, mas a ponto de deixar a vida eterna,ufa...assim existe tempo de sobra para a leitura e conhecimento de nossa Língua);

"...os desmatadores cortam árvores naturais da natureza..." ( está resolvido o problema,é só eles cortarem as árvores de plástico);

"... na floresta amazônica existem muitos animais: leões,ursos, passarinhos,etc." ( a globalização tem afetado até a natureza);

Fico por aqui, mas há inúmeras "preciosidades" nos textos..... ter como principal assunto o que aconteceu no Big Brother ontem à noite provoca isso, vamos Brasil.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Língua - Classes Gramaticais:



Na língua portuguesa as classes gramaticais funcionam de modo a definir o sentido interpretativo de uma oração. São dez as classes existentes, sendo elas:


Substantivo: são palavras que designam tanto seres visíveis ou não, animados ou não (quanto ações, estados, desejos, sentimentos e ideias);

Comum - fácil de identificar, pois se trata do nome de animais, objetos ou "coisas" em geral. Exemplos: faca, mesa computador, entre outros.
Próprio - só podemos relacioná-lo a nomes de pessoas, pontos geográficos e nomes de planetas. Exemplos: Elaine, Ítalo, Márcio, Rogério, Clóvis, Brasil, Itália, Pernambuco, Marte, Vênus, entre outros.
Simples - apenas o use se aquilo a que você está se referindo não tiver qualquer tipo de composição. Porta, janela, arma, flor. Entre outros.
Composto - ao contrário do Simples, sua formação é composta por mais de um nome. Guarda-chuva, copo-de-leite, entre outros.
Primitivo - dele sempre sairá algum outro substantivo derivado. Podemos Ter como exemplo: relógio, leite, jardim, etc.
Derivado - o contrário do primitivo. Exemplos: Relojoeiro, leiteiro, jardineiro, etc.
Coletivo - grupos de animais, pessoas, objetos, astros, entre outros. Tomemos como exemplos: enxame, alcateia, constelação, etc.

Adjetivo: é a palavra que caracteriza os seres. Refere-se sempre a um substantivo explícito ou subentendido na frase, com o qual concorda em gênero e número;
Ex.: Bonita,bela, alta,baixa,etc.
Numeral: é a palavra que expressa quantidade exata de pessoas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa determinada sequência.

Numerais ordinais: terceiro, primeiro, décimo, etc.

Numerais Cardinais: um, dois, três, dez, etc.

Artigo: é a palavra que precede o substantivo, indicando-lhe o gênero e o número, ao mesmo tempo, determina ou generaliza o substantivo.

Artigo Definido: o, os, a, as.

Artigo Indefinido: um, uns, uma, umas.

Advérbio: é a palavra que basicamente modifica o verbo, acrescentando a ela uma circunstância.
Lugar: Lá, aqui, acima, perto, longe, embaixo, diante, atrás.
Modo: Bem, mal, rápido, devagar, assim, depressa e quase todos os advérbios terminados em mente (tristemente, calmamente…)
Dúvida: Possivelmente, talvez, porventura, provavelmente.
Negação: Não, nunca, jamais.
Afirmação: Sim, realmente, certamente.
Intensidade: Muito, demais, pouco, menos, bastante, meio, excessivamente.
Tempo: Agora, hoje, amanhã, jamais, nunca, logo, após, sucessivamente.


Pronome: é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a sua posição em relação às pessoas do discursou mesmo situando-o no espaço e no tempo;

CLASSIFICAÇÃO DOS PRONOMES:Há seis tipos de pronomes: 1. Pessoais: a) - pessoais do caso reto b) - pessoais do caso oblíquo (átono ou tônico) c) - pessoais de tratamento. Exemplos: a) - Pronome pessoal do caso reto. Eles acordaram cedo para viajar. b) - Pronome oblíquo átono Os professores nos orientaram corretamente. c) - Pronome oblíquo tônico.Ele deu um excelente livro a mim. 2. Possessivos: Exemplos: Não durma na minha cama. A sua televisão quebrou novamente. 3. Demonstrativos: Esta caneta é minha. Esse carro não é o teu? Aquele livro não pode ficar lá na mesa. Esta semana comprei meu carro. Esse mês batemos nossas metas. Aquele mês foi péssimo para o comércio. 4. Indefinidos: "Certos objetos chegam na hora certa." A primeira ocorrência da palavra ‘certos’ é realmente um pronome indefinido adjetivo variável, porém a segunda ocorrência é um adjetivo em estado puro.5. Interrogativos: Quantos livros ele leu nos últimos meses? 6. Relativos: Ela foi à candidata de quem mais se falou. (pronome relativo quem)

Preposição: é a palavra invariável que une termos de uma oração, estabelecendo entre elas variadas relações.
Ex.: DE, PARA, COM, essas pequenas palavras têm grande importância para nossa língua. Elas são usadas como elementos de ligação entre duas outras palavras e as chamamos de preposição.

Preposição » é a palavra invariável que liga duas outras palavras estabelecendo relações de sentido e de dependência.

Exemplo:

A casa de Luiz fica distante.

A preposição de relaciona Luiz e casa, indicando uma relação de posse: a casa pertence a Luiz.

Rios, Pontes e Overdrives é uma música de Chico Science.
Nessa frase a palavra de relaciona Rios, Pontes e Overdrives e Chico Science, indicando uma relação de autoria: Chico Science é o autor da música.

A preposição estabelece relações, vejamos as principais:

Autoria – música de Roberto Carlos;
Lugar – vou ficar em casa;
Tempo – viajaremos em duas horas;
Modo – chegou aos prantos;
Causa – morrer de fome;
Assunto – falamos sobre economia;
Fim ou finalidade – enfeitamos a casa para o aniversário;
Instrumento – cortou o papel com a tesoura;
Companhia – viajei com o meu filho;
Meio – viajaremos de avião;
Matéria – comprei um anel de ouro.

Aqui vai uma pequena lista de preposições: A, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para. Perante, por, sem, sob, sobre, trás.

Conjunção: é a palavra invariável usada para ligar orações ou termos semelhantes de uma oração.

Ex.: Pois, porque, porém, todavia, que, mas, assim, contudo, entretanto, e, etc.

Interjeição: é a palavra invariável usada para exprimir emoções e sentimentos.

Bravo! Bis!
bravo e bis: interjeição
sentença (sugestão): "Foi muito bom! Repitam!"
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
ai: interjeição
sentença (sugestão): "Isso está doendo!" ou "Estou com dor!"
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma decorrente de uma situação particular, um momento ou um contexto específico.

Exemplos:
Ah, como eu queria voltar a ser criança!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição

Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
Hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
O significado das interjeições está vinculado à maneira como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de enunciação.




Exemplos:
Psiu!

contexto: alguém pronunciando essa expressão na rua
significado da interjeição (sugestão): "Estou te chamando! Ei, espere!"
Psiu!
contexto: alguém pronunciando essa expressão em um hospital
significado da interjeição (sugestão): "Por favor, faça silêncio!"
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição
tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
puxa: interjeição
tom da fala: decepção
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, tristeza, dor, etc.
Por exemplo:
- Você faz o que no Brasil?-Eu? Eu negocio com madeiras.-Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Por exemplo:
Cuidado! Saia da minha frente.
As interjeições podem ser formadas por:
a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora bolas!
A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que uma interjeição tenha mais de um sentido.
Por exemplo:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)

Verbo: é a palavra que se flexiona em número, pessoa, tempo e voz. Em termos significativos, o verbo costuma indicar uma ação, um estado ou fenômeno da natureza.

Infinitivo: São os verbos em sua forma primitiva, ou em finais R.

Ex.: cantar, correr,sair,assistir,chutar,etc.

Gerúndio: São os verbos que apresentam final em “NDO”.

Ex.: cantando, seguindo, caminhando, falando, chutando, beijando, etc.

OBS.: A forma gerundiana não deve ser utilizada para designar futuro como gostam os atendentes de telemarketing.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Língua - Conotação e Denotação:

A Língua Portuguesa é uma Língua polissêmica, do latim "poli"(vários, muitos) , "semia"(significação), ou seja, através disso podemos constatar que o Português permite várias significações para um termo. Toda palavra usada em nossa língua possui o sentido primitivo(significado original,isto é, significação para aquilo que o termo foi criado): gata (animal) coração(órgão), e assim por diante...e todos os termos possuem vários outros significados adequados a diferentes significados. Tomemos o termo "coração" como exemplo, no sentido primitivo é possível: ...seu coração estava forte como um touro...no caso coração denota o sentido primitivo,real da palavra (órgão); em outro caso: ...ele era o coração da equipe...o termo coração está empregado em sentido figurado, representando centro, ser principal,etc.
Através disso há na Língua Portuguesa os sinônimos,antônimos, homônimos,parônimos que serão vistos mais além...e o sentido conotativo e denotativo.

Denotação - Denotar significa indicar realidade, ou seja, mostrar o sentido real da palavra, a compreensão geral.
Aquilo que todo mundo já conhece e ninguém discute. A denotação é o sentido que encontramos no dicionário.

Ex.: Casa - prédio térreo ou de dois andares, construído em madeira ou alvenaria que ser serve para moradia.

Conotação - Conotar significa sugerir a ideia através do uso de uma palavra para reforçar um pensamento ou para comparação. É o sentido figurado, aquele que usamos naturalmente, sem preocupações.

Ex.: Gata - Vou ao cinema com a minha gata (namorada).

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Voltando...

...estava meio afastado do blog, agora retorno...

Literatura- Resumo e análise- Cinco Minutos, José de Alencar.

Resumo:

Cinco Minutos conta a estória do casamento do autor com Carlota. No entanto, para o leitor, parece que está escutando uma história que não é para ele, já que Alencar dirige seu texto a uma prima. O leitor aqui é uma terceira pessoa, um "voyeur" que fica entre José de Alencar e sua prima. Ao mesmo tempo em que tenta levar o leitor a pensar que tudo é imaginário e faz parte das fantasias do autor, José de Alencar faz questão de narrar fatos verídicos da época, acontecimentos reais que marcaram o Rio de Janeiro no início do século. É tão minucioso nesse aspecto que até narra datas e horários etc. Atualmente as histórias do autor romântico passam como que quase infantis e ingênuas para o leitor moderno. São narrações em que o amor sempre vence decisões passionais de amantes, amor e amor e amor. À época, os folhetins eram lidos pelas senhoras burgueses. Exagerando-se um pouco na dose, poderíamos dizer que Alencar lembra remotamente, os livrinhos que embalam os sonhos de moças solteiras, no entanto não se pode deixar de dizer que sua escrita, linguagem, e modo estilísco são de extrema qualidade. Foi Alencar quem se dissociou do modelo português da escrita para definitivamente inaugurar o texto nosso, brasileiro. Os livros Cinco Minutos e A Viuvinha falam sobre a vida burguesa. Suas personagens são personagens que, no fundo, representam o ideal acabado da vida burguesa, tropicalmente reproduzida na Corte brasileira. Em Cinco Minutos, o narrador-personagem está disponível, da primeira à última página, para satisfazer a todos os caprichos de sua imaginação. Sem compromisso profissional algum, o aspecto financeiro de suas peregrinações atrás de Carlota não chega jamais a preocupá-lo.

Análise:

José de Alencar não era um adepto das convenções sociais marcadas pelo tempo cronológico,ou seja, hora para fazer isso,horário para fazer aquilo...achava que os seres não podiam ficar submetidos a um aparelho com pequenos ponteiros e que esse ordenasse suas vidas. Isso fica evidente também na obra -Cinco Minutos- devido ao fato da personagem conhecer o amor de sua vida através de um atraso de cinco minutos em relação a sua rotina diária, ou seja, o atraso pode ser benéfico ,segundo o autor.
Cinco Minutos é um romance bem curto que conta uma estória de amor contada na cidade do Rio de Janeiro, em meados do século XIX. O autor usa de um artifício para contar essa estória ao leitor: ele finge que está contando o fato a prima dele através de uma carta. Em Cinco Minutos, o narrador-personagem está onipresente da primeira à última página. O titulo do livro chama bastante atenção pelo o nome : Cinco Minutos. A ilustração da capa também chamou a atenção, pois havia uma mulher com uma carta na mão. Na intenção de dar aparência real à sua estória, o autor faz citações precisas de locais e horários e ainda uma mistura de realidade e fantasia, imaginação e romantismo.
O autor (José de Alencar) que participa da obra é um dos maiores escritor de ficção do nosso romantismo e escreveu vários livros que focalizam os diversos aspectos de nossa realidade. Alencar nasceu em Messejana , em 1829, e foi advogado, jornalista e político. Morreu no Rio de Janeiro, em 1877.
Na obra existem dois principais protagonistas... o narrador: que se caracteriza por ser um homem rico e sem profissão que não liga para bens matérias e seu amor Carlota: que é uma moça de 16 anos. Os dois possuem uma coisa em comum... eles são românticos... um personagem antagonista que é a mãe de Carlota e vários outros personagens secundários. O texto é desenvolvido em Três cidades : Andaraí (Minas), Rio de Janeiro e Petrópolis. A obra acontece aproximadamente ao tempo cronológico de três meses.
Enfim, o livro relata um pouco da realidade vivida pelo autor envolta em fantasia, imaginação e romantismo.


domingo, 13 de dezembro de 2009

Língua - Pontuação:

Na Língua Portuguesa existem duas formas quanto a caracterização da pontuação, são elas: pontuação interna e pontuação externa.

Pontuação interna: dentro de uma oração.
Pontuação externa: A pontuação externa define a utilização da pontuação como divisor de orações meio a um período.
Os sinais de pontuação servem para dar sentido a uma oração, assim podemos notar que uma oração pode apresentar diferentes interpretações ou sentidos de acordo com a forma que ela é pontuada.

Vejamos a seguir as principais regras:

Ponto e Vírgula:

Utilizamos o ponto e vírgula nos seguintes casos:

Para itens de uma enumeração.

Ex.:

Lista de compras:
Pão;
Açúcar;
Leite.

Para aumentar a pausa antes das conjunções adversativas – mas, porém, contudo, todavia – e substituir a vírgula.

Ex.:

Deveria ir à reunião hoje; porém só poderei ir amanhã à noite.

Para substituir a vírgula no caso de troca de classe gramatical e uso de três vírgulas anteriores meio a uma oração:

Ex.:

O jacaré, o leão, o macaco, a girafa; todos estavam enjaulados e abrigados da chuva.

Para separar orações opositivas:

Uns trabalham; outros não trabalham.


Vírgula:

A vírgula é usada nos seguintes casos:

- para separar o nome de localidades das datas.

Porto Alegre, 12 de Maio de 2009.

Para separar vocativo.

Ex.:

Meu amor, espere que já estou chegando.

Para separar aposto.

Ex.:

Brasil, país do futebol, é pentacampeão mundial de futebol.

Para separar expressões explicativas ou retificativas, tais como: isto é, aliás, além, por exemplo, além disso, então.

Ex.:

O nosso sistema precisa de proteção, isto é, de um bom antivírus.
Além disso, precisamos de um bom firewall.

Para separar orações coordenadas assindéticas.

Ex.:

Ela ganhou uma guitarra, mas não sabe tocar.

Para separar orações coordenadas sindéticas, desde que não sejam iniciadas por e, ou e nem.

Ex.:

Cobram muitos impostos, poucas obras são feitas.

- para separar orações adjetivas explicativas.

Ex.:

A Amazônia, pulmão mundial está sendo devastada.

Para separar o adjunto adverbial.

Ex.:

Com o pé, chutou a bola.

Ponto :

É utilizado na finalização de frases declarativas ou imperativas.

Ex.:

Vamos assistir ao jogo.



O ponto final também é utilizado em abreviaturas.

Ex.:

Dr. ( doutor), Dra. ( doutora), Prof. ( professor), Sr. ( senhor), etc.

Ponto de Interrogação:

É utilizado no fim de uma palavra, oração ou frase, indicando uma pergunta direta.

Ex.:

Onde tu moras?

Por que não telefonastes?

Não deve ser usado nas perguntas indiretas.

Ex.:

Perguntei ao aluno se havia estudado.


Ponto de Exclamação:

É usado no final de frases exclamativas, depois de interjeições ou locuções.

Ex.:

Ah! Deixa isso aqui.

Nossa! Isso é demais!




Dois Pontos:

Os dois pontos são empregados nos seguintes casos:

Para iniciar uma enumeração.

Ex.:


A equipe entrará em campo com a seguinte formação:
Dida;
Juan;
Cafu;
Ronaldinho;
Ronaldo.

Antes de uma citação.

Ex.:

Já diz o ditado: filho de peixe,peixinho é.

Como já diz a música: o poeta não morreu.

Para iniciar a fala de uma pessoa, personagem.

Ex.:

O repórter disse: - Nossa reportagem volta à cena do crime.

Para indicar esclarecimento, um resultado ou resumo do que já foi dito.

Ex.:

O Ministério de Saúde adverte:sexo seguro é com o uso de camisinha.





RETICÊNCIAS:

Indicam uma interrupção ou suspensão na sequência normal da frase. São usadas nos seguintes casos:

Para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.

Ex.:

Estava pensando em você quando...

Caminhava tranquilamente quando passei pela esquina e...

Para indicar hesitações comuns na língua falada.

Ex.:

Não vou ficar aqui por que... por que... não quero problemas.

Para indicar movimento ou continuação de um fato.

Ex.:

E a bola foi entrando...

Para indicar dúvida ou surpresa na fala da pessoa.

Ex.:

Alice! Você... ganhou na loteria!

Ronaldo... tu vais viajar?

ASPAS:

São usados nos seguintes casos:

Na representação de nomes de livros e legendas.

Ex.:

Já li “Dom Casmurro” de Machado de Assis.

“Os Lusíadas” de Camões tem grande importância literária.

Nas citações ou transcrições.

Ex.:

“Tudo começou com um telefonema da empresa, convidando-me para trabalhar lá na sede. Já havia mandado um currículo antes, mas eles nunca entraram em contato comigo. Quando as seleções recomeçaram mandei um currículo novamente”, revelou Cleber.

Destacar palavras que representem estrangeirismo, vulgarismo, ironia.

Ex.:

Que “belo” exemplo você deu.

Vamos assistir ao “show” da banda.

PARÊNTESES:

São usados nos seguintes casos:

Na separação de qualquer indicação de ordem explicativa.

Ex.:

Predicado verbo-nominal é aquele que tem dois núcleos: o verbo (núcleo verbal) e o predicativo (núcleo nominal).

- na separação de um comentário ou reflexão.

Ex.:

Os escândalos estão se proliferando (a imagem política do Brasil está manchada) por todo o país.

Para separar indicações bibliográficas.

Pra que partiu?

Estou sentado sobre a minha mala
No velho bergantim desmantelado...
Quanto tempo, meu Deus, malbaratado
Em tanta inútil, misteriosa escala!
(Mario Quintana, A Rua dos Cata-Ventos, Porto Alegre, 1972).

sábado, 5 de dezembro de 2009

Literatura - Arcadismo:

Arcadismo (1768- 1808)

O Arcadismo representa na literatura, uma reação ao estilo Barroco – exageradamente rebuscado, com antíteses e frases tortuosas. Na época ele propunha uma volta aos estilos clássicos, ou seja, Greco-Latino e Renascentistas, considerados fonte de equilíbrio e simplicidade, este movimento também é denominado de Neoclassicismo. O nome Arcadismo vem do romance pastoral de Sannazzaro, intitulado Arcádia (1504), que tem como tema à vida campestre, ideal de felicidade. A expressão Arcádia evoca a lendária região da Grécia, denominada pelo Deus Pan e habitada por pastores que se dedicavam á poesia e a vida rústica. Daí o fato de os poetas chamarem-se “pastores” e adotavam nomes Greco-Latinos: Glauceste (Cláudio Manuel da Costa) e Dirceu (Tomás Antônio Gonzaga).

Características do Arcadismo:

Imitação: os Árcades propunham uma volta aos modelos clássicos Renascentistas, porque neles encontrava o ideal de simplicidade e a imaginação equilibrada pela razão, o que seria o freio moderador das emoções e impelindo os excessos. Resultam disso a presença mitológica e a linguagem simples, de vocabulário simples e períodos simples.

Bucolismo: segundo os Árcades, a pureza, a beleza e a espiritualidade residem na natureza. O crescimento das cidades conduz à valorização do campo e do preceito Horaciano (poeta italiano, referência para os autores renascentistas e neoclássicos) do fugere urbem (“fugir da cidade”). Daí a preferência por temas pastoris e pelas cenas da vida campestre. Inutilia Truncar: (“corta o que é inútil”) era um lema do Arcadismo, pois eles buscavam uma vida simples, bucólica, longe do burburinho urbano. Outra norma desse movimento é a Áurea Mediocritas (“mediocridade áurea”), determinando a simplicidade e o ideal de uma existência tranquila, sem excessos e associado à natureza. Carpe diem: aproveitar o dia, viver o momento presente com grande intensidade, foi uma atitude inteiramente assumida por esses poetas.
Racionalismo: preocupação com a verdade e o real. Segundo os Árcades, só é belo o que é racional, prega-se, portanto o equilíbrio entre a razão e o sentimento. Não cedes, coração, pois nesta empresa O brio só domina, o cego mundo Do ingrato amor seguir não Deus... (Alvarenga Peixoto) Convencionalismo: repetição de temas muito explorados e utilização de lugares comuns como “ovelhas”, “pastoras”, “estrela-Dalva”, “montes”, “claros fontes” etc. Idealização do amor e da mulher: o amor é a fonte de prazer, tranquila e não-passional. Irás a diverti-me na floresta, Sustenta, Marília, no meu braço; Aqui descansarei a quente sesta; Dormindo num leve sono em teu regaço, (Tomás Antônio Gonzaga) Principais poetas: Cláudio Manuel da Costa: seu pseudônimo árcade é Glauceste Saturnino e Nise, sua musa-pastora. Com a publicação de Obras Poéticas inaugurou o Arcadismo no Brasil em 1768. Além da obra já citada ele produziu: O Parnaso Obsequioso de 1831 e Vila Rica, Poemeto Épico de 1839. Tomás Antônio Gonzaga: seu pseudônimo árcade é Dirceu, e Marília o de sua musa, Maria Dorotéia Joaquina de Seixas. Entre suas principais obras estão: Marília de Dirceu, coletânea de liras constituída de três partes, ambas publicadas em Lisboa em 1792 e 1799. Obra de linguagem simples revela o gosto pelas cenas pastoris. Outra obra dele é Cartas Chilenas, provavelmente escritas entre 1787 e 1788, obra satírica que tem como alvo o governador mineiro Cunha Menezes, a quem o poeta chama de “fanfarrão Minésio”. o remetente da carta é Critilo (Gonzaga), e o destinatário é Doroteu (Cláudio Manoel da Costa). O Chile é Minas, e Santiago corresponde a Vila rica, como pode se observar nem o povo escapa das críticas do poeta: Em 1789, Gonzaga foi preso, acusado de envolvimento na Conjuração Mineira. Em 1792 foi degredado a Moçambique. · Manuel Inácio da Silva Alvarenga: escreveu os vícios, As Artes, Epístola a José Basílio da Gama e o Desertor das Letras, poema heróico e cômico que manifesta seu apoio às reformas do Marquês de Pombal. Porém e o livro Glaura, poemas eróticos de 1799 que o coloca entre os principais poetas de sua época. Poesia épica do Arcadismo: · José Basílio da Gama: seu pseudônimo árcade é Termindo Sipílio. Escreveu o poema épico Uruguai, publicado em 1769, sua obra mais importante. Ele narra a luta entre os índios dos sete povos da missão, do Uruguai, instigados pelos jesuítas, contra o exército Luso-espanhol que deveria transferir para os domínios portugueses na América e a colônia do Sacramento para a Espanha.
· Frei José Santa Rita Durão: sua obra mais importante é Caramuru de 1781, que narra à história de Diogo Álvares correia, que morreu num naufrágio na Bahia no séc. XVI. Segundo a lenda um tiro fez com que os índios lhe atribuíssem características sobrenaturais e lhe dessem o nome de Caramuru (filho do trovão). Gozando de prestígio entre os índios que lhe deram Paraguaçu como esposa. Descreve a paisagem brasileira, nossa fauna, flora, os costumes a tradições indígenas. “A morte de Moema” é o episódio mais conhecido da epopeia: Diogo resolve embarcar para a França com Paraguaçu, Moema, Apaixonda, tenta segui-lo a nado e morre afogada.

sábado, 28 de novembro de 2009

Língua - Discurso Direto, Discurso Indireto:

O narrador, para relatar a fala das personagens, pode servir-se de dois recursos:

Discurso direto - o narrador reproduz textualmente as palavras da personagem : Exemplo -
O pai chamou Pedrinho e perguntou:
ex.: Quem quebrou o vidro, meu filho?

Discurso Indireto - o narrador transmite com suas próprias palavras a fala da personagem.
ex.: Quando o pai chegou, perguntou à mulher quem quebrara o vidro. . .

A diferença básica entre discurso direto e indireto é a mudança de emissor. No discurso direto, o emissor é a personagem; no discurso indireto, o emissor é o narrador. A opção por uma dessas formas depende da intencionalidade do narrador e com a expressividade que pretende obter .

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