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sábado, 2 de abril de 2011

Moacyr Scliar - Biografia:


Moacyr Jaime Scliar nasceu em Porto Alegre (RS), no Bom Fim, bairro que até hoje reúne a comunidade judaica, a 23 de março de 1937, filho de José e Sara Scliar. Sua mãe, professora primária, foi quem o alfabetizou. Cursou, a partir de 1943, a Escola de Educação e Cultura, daquela cidade, conhecida como Colégio Iídiche. Transferiu-se, em 1948, para o Colégio Rosário, uma escola católica. Em 1955, passou a cursar a faculdade de medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre (RS), onde se formou em 1962. Em 1963, inicia sua vida como médico, fazendo residência em clínica médica. Trabalhou junto ao Serviço de Assistência Médica Domiciliar e de Urgência (SAMDU), daquela capital. Publica seu primeiro livro, “Histórias de um Médico em Formação”, em 1962. A partir daí, não parou mais. São mais de 67 livros abrangendo o romance, a crônica, o conto, a literatura infantil, o ensaio, pelos quais recebeu inúmeros prêmios literários. Sua obra é marcada pelo flerte com o imaginário fantástico e pela investigação da tradição judaico-cristã. Algumas delas foram publicadas na Inglaterra, Rússia, República Tcheca, Eslováquia, Suécia, Noruega, França, Alemanha, Israel, Estados Unidos, Holanda e Espanha e em Portugal, entre outros países. Em 1965, casa-se com Judith Vivien Oliven. Em 1968, publica o livro de contos "O Carnaval dos Animais", que o autor considera de fato sua primeira obra. Especializa-se no campo da saúde pública como médico sanitarista. Inicia os trabalhos nessa área em 1969. Em 1970, freqüenta curso de pós-graduação em medicina em Israel, sendo aprovado. Posteriormente, torna-se doutor em Ciências pela Escola Nacional de Saúde Pública. Seu filho, Roberto, nasce em 1979. A convite, torna-se professor visitante na Brown University (Departament of Portuguese and Brazilian Studies), em 1993, e na Universidade do Texas, em Austin. Colabora com diversos dos principais meios de comunicação da mídia impressa (Folha de São Paulo e Zero Hora). Alguns de seus textos foram adaptados para o cinema, teatro e tevê. Nos anos de 1993 e 1997, vai aos EUA como professor visitante no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros da Brown University. Em 31 de julho de 2003 foi eleito, por 35 dos 36 acadêmicos com direito a voto, para a Academia Brasileira de Letras, na cadeira nº 31, ocupada até março de 2003 por Geraldo França de Lima. Tomou posse em 22 de outubro daquele ano, sendo recebido pelo poeta gaúcho Carlos Nejar. O escritor faleceu no dia 27/02/2011, em Porto Alegre (RS), vítima de falência múltipla de órgãos.


Obras:

contos O Carnaval dos Animais (1968) A Balada do Falso Messias (1976) Histórias da Terra Trêmula (1976) O Anão no Televisor (1979) Os Melhores Contos de Moacyr Scliar (1974) Dez Contos Escolhidos (1984) Para Gostar de Ler - Vol. 9 (1984) - (resumo do conto ''Cego e amigo gedeão a beira da estrada'') O Olho Enigmático (1986) Contos Reunidos (1995) A Orelha de Van Gogh (1995) O Amante da Madonna (1997) Os Contistas (1997) Histórias para (quase) Todos os Gostos (1998) romances A Guerra no Bom Fim (1972) O Exército de um Homem Só (1973) Os Deuses de Raquel (1975) O Ciclo das Águas (1975) Mês de Cães Danados (1977) Doutor Miragem (1979) Os Voluntários (1979) O Centauro no Jardim (1980) Max e os Felinos (1981) A Estranha Nação de Rafael Mendes (1983) Cenas da Vida Minúscula (1991) Sonhos Tropicais (1992) A Majestade do Xingu (1997) A Mulher que Escreveu a Bíblia (1999) Os Leopardos de Kafka (2000) literatura juvenil Cavalos e Obeliscos (1981) A Festa no Castelo (1982) Memórias de um Aprendiz de Escritor (1984) No Caminho dos Sonhos (1988) O Tio que Flutuav.( 1988) Os Cavalos da República (1989) Pra Você Eu Conto (1991) Uma História Só pra Mim (1994) Um Sonho no Caroço do Abacate (1995) O Rio Grande Farroupilha (1995) Câmera na Mão, O Guarani no Coração (1998) A Colina dos Suspiros (1999) O Mistério da Casa Verde (2000) O Livro da Medicina (2000) crônicas Massagista Japonesa (1984) Um País Chamado Infância (1995) Dicionário do Viajante Insólito (1995) Minha Mãe Não Dorme Enquanto Eu Não Chegar (1996) ensaios A Condição Judaica (1987) Do Mágico ao Social: A Trajetória da Saúde Pública (1987) Cenas Médicas (1988) Se Eu Fosse Rotschild (1993) Judaísmo: Dispersão e Unidade (1994) Oswaldo Cruz (1996) Axão Transformada: História da Medicina na Literatura (1996) Porto de Histórias: Mistérios e Crepúsculos de Porto Alegre (2000) Meu Filho, o Doutor: Medicina e Judaísmo na História, na Literatura (2000)

sábado, 13 de março de 2010

Literatura - Dicas de Leitura I:

Pesquisa recente revela que em nosso país aproximadamente 18% da população lê com frequência, em média um livro a cada três meses, enquanto na Europa essa média chega a mais de 60% da população ( três livros a cada mês). Esse fato é alarmante e revela o porquê da diferença cultural entre os países do velho continente e nosso Brasil ( atualmente impregnado por uma cultura BBB). A seguir coloco uma lista de livros indispensáveis e de diferentes estilos:

Auto da Barca do Inferno, Gil Vicente: Definida pelo autor como um "auto da moralidade", essa peça teatral faz uma sátira aos costumes utilizando uma linguagem coloquial de fácil entendimento;

Os Lusíadas, Luís de Camões: obra do gênero épico que revela as navegações portuguesas,obra-prima;

O Caçador de Pipas, Khaled Hosseini: Traz aspectos interessantes de uma cultura totalmente diferente de nossa realidade. Uma história de amizade e culpa que revela um pouco da cultura e folclore do Afeganistão;

Iracema, José de Alencar: Obra que apresenta diversos recursos linguísticos, além de trazer o indianismo e a valorização de nossa terra,nossos costumes e nossa Língua;

Cinco Minutos, José de Alencar: Uma história curta que mostra o estilo desse ótimo autor brasileiro, apresenta característica marcante de Alencar no aspecto romântico,final feliz;

Dom Casmurro, Machado de Assis: A genialidade de Assis está presente em uma história de adultério que faz pensar e discutir;

...continua...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Literatura - A Divina Comédia: análise e resumo.

Um dos livros mais lidos da história entra na lista dos meus preferidos: A Divina Comédia, de Dante Alighieri. O livro narra a história de Dante, que em certo ponto sua vida,desgostoso com a humanidade recebe a oportunidade de fazer uma visita ao inferno,purgatório e paraíso para que possa realizar uma reflexão de como levar sua vida, assim como passar o pensamento para toda a humanidade após sua viagem. Dante escreveu essa obra a fim de que as pessoas pudessem fazer uma reflexão de como levavam suas vidas terrenas, a esse ponto o autor estava profundamente desgostoso com os homens, pois passou a perceber como eram frívolos os interesses materiais e o ponto a que o homem havia chego. Dante sempre foi um fervoroso patriota,amante de seu país,a Itália.Envolvido na política,logo notou o falso interesse dos políticos pela nação e o gosto que os mesmos tinham pelo poder. Escreveu o livro com o objetivo que seus leitores pudessem dar atenção aos reais motivos em que guiavam suas vidas.
A Divina Comédia é divida em três partes: o inferno,o purgatório e o paraíso, nessa o autor relata uma viagem de profunda espiritualidade. Durante a caminhada muitos conceitos são empregados, o autor encontra seres mitológicos e pessoas reais da história pelos círculos em que percorre: pessoas ditas boas estão no inferno e outras apontadas como más aparecem no paraíso a fim de mostrar que o que realmente vale é o ponto interior de cada um e não sua aparência.
Muitos dizem que Dante ingressou em uma viagem espiritual guiada realmente por algo profundo, pois vários conceitos estão como sinais no livro e muitos nem existiam ainda. O inferno é como um julgamento dos pecados do homem na Terra, de acordo com a gravidade dos pecados cometidos a alma é condenada a um círculo mais profundo onde o castigo é pior, ou seja, os pecados são analisados em relação ao mal que causaram; o número de círculos é sete (9), somados ao número um (1) que seria a vida terrena formam dez (10) aonde um (1) mais zero (0) é igual a um (1) número que demarca Deus,criação,princípio de tudo na numerologia. Dante teve o objetivo de fazer com que as pessoas realmente observassem suas vidas,assim como seus atos, vários pensamentos ou conceitos depois adotados em filosofias ou crenças são encontrados no decorrer da história. A forma do inferno, um cone , forma essa adquirida pela queda de Lúcifer do ceu quando Deus jogou neste um raio fazendo -o cair com tamanha força e velocidade até adentrar o centro da Terra.
Sem dúvida alguma é um livro a ser lido, interpretado e absorvido como tema de reflexão e crescimento cultural, literário e até mesmo espiritual, abaixo segue um pequeno resumo.

A Divina Comédia
( Dante Alighieri )
Numa época imprecisa, talvez entre o final do século XIII e início do XIV, o poeta-filósofo Dante Alighieri, estando no meio de sua vida, seguiu por uma selva escular, uma jornada pelo além, transitando entre Inferno, Purgatório e Paraíso. Tinha como objetivo reencontrar sua amada, Beatriz, falecida quando jovem. Foi guiado pelo Inferno e Purgatório, pelo poeta latino Virgílio, autor de "Eneida", falecido há muito. Ambos cruzaram o portal do Inferno, onde Cérbero, o cão-demônio guardião, permanecia. Seguiram e viram o barqueiro Caronte, a receber as almas com uma moeda na boca. Depararam-se com personalidades da Filosofia, Platão, Aristóteles; da Poesia, Sêneca, Horácio, entre outros grande nomes do Pensamento e da Arte, pagãos em vida. Depararam-se com contemporâneos de Dante, notáveis da Arte, Política e Igreja, pessoas que, em vida, não haviam primado pela ética e práticas cristãs. Passaram por demônios horrendos e regiões temerosas do limbo, até chegarem ao Purgatório. Lá, havia almas que aguardavam o lugar para onde iriam, com a esperança de não ser o Inferno. Por fim, chegaram ao Paraíso. Não era permitido a Virgílio entrar, pois fora pagão; o Inferno era seu lugar. Ao final da jornada, Dante fora recebido pela própria Beatriz, seu amor não-consumado, impossível de acontecer no lugar divino. Beatriz era uma santa. Dante contentou-se em vê-la, falar-lhe, ouvir-lhe pronunciar seu nome, e ser guiado pelas paragens celestiais. passando por São Francisco de Assis, entre outros que viveram pelo próximo. Mas Dante não poderia ficar; seu tempo de vida ainda não findara. Teve que regressar, e, com a alma embevecida, teve a certeza primorosa de que é "(...) o amor que move o Sol, como as estrelas (...)".

domingo, 23 de novembro de 2008

Literatura - Gêneros Literários:

Quando abrimos um livro, viajamos através de sua história, cada página nos remete a um lugar: aventuras, romances, batalhas, viagens ou vidas de importantes pessoas.
Se observarmos, notaremos que cada modo de se contar uma história apresenta características próprias, por quê?


GÊNEROS LITERÁRIOS


Aristóteles, filósofo da Grécia antiga (384 AC.-322AC.) organizou características para cada modo de literatura. O filósofo era um grande interessado no estudo das formas literárias, grande escritor nas áreas humanistas e filosóficas, não se conteve a elas e elaborou a obra: “A Poética de Aristóteles”, escrita de maneira a organizar os modelos literários. Aristóteles separou em três os gêneros literários:


GÊNERO ÉPICO


O gênero épico caracteriza –se por ser originado de “mitos”, isto é, estórias passadas de boca a boca, assim como na mitologia grega. Originalmente as histórias épicas eram apresentadas para grande público, sendo contadas em reuniões em espécies de coliseus gregos.
As narrativas tratavam sempre sobre fatos heróicos (guerras, batalhas, revoluções de um indivíduo ou de um povo), sendo narradas sempre com uma elaborada forma de epopéia, personagens heróicos lutando por uma causa ou liberdade de ideologia.
Algumas epopéias muito conhecidas são as histórias mitológicas: nelas sempre encontramos guerras ou lutas entre homens e deuses, usada para ensinar os acontecimentos do mundo aos homens e resgatar sua fé nos deuses, a mitologia é para os gregos o que, para nós brasileiros seria a bíblia. Desde o primeiro ser a andar pela Terra, o descobrimento do povo, as formas da natureza e dos climas são “explicadas” pela mitologia, sendo considerada uma das formas mais completas de literatura até os dias de hoje.

Leitura sugerida: A Odisséia (Homero);
O Tempo e o Vento (Érico Veríssimo).


GÊNERO DRAMÁTICO


O gênero dramático imortalizou escritores consagrados até os dias atuais, caso de William Shakespeare. O gênero dramático surgiu das peças teatrais, mais precisamente de seus roteiros, caracteriza –se por ser muito longo e detalhado,como eram escritos para serem encenados, apresentavam uma forma em demasia rica nos detalhes para que os atores pudessem “imaginar” a cena que fariam.
Não existe a presença de um narrador, os acontecimentos se dão na hora em que o leitor está lendo o livro, a linguagem sempre é bem marcada pela época em que se passa a história.
Os fatos mais comuns estão dentro da tragédia: romances, aventuras e dramas se passam meio a uma série de desventuras ou catástrofes dentro das histórias. Hoje em dia muitos livros são adaptados do gênero dramático para o Lírico, pois ficam assim bem menores em sua estrutura, podemos citar o exemplo da obra Romeu e Julieta (Shakespeare), em quanto o original, feito para o gênero dramático, apresenta 5.086 (cinco mil e oitenta e seis páginas) encontramos obras narradas em 500 (quinhentas) páginas encaixando-se no gênero lírico.

Leitura sugerida: Romeu e Julieta (Shakespeare)
Dom Casmurro (Machado de Assis) adaptação para roteiro.


GÊNERO LÍRICO


O gênero lírico caracteriza-se por apresentar uma linguagem lírica (termo utilizado pelos gregos em comparação ao instrumento chamado lira, por apresentar um som considerado belo, passaram a chamar tudo o que era belo de lírico), podemos ainda caracterizar como lírico: bonito, belo, enfeitado.
Os autores costumam sempre usar a terceira pessoa nessa forma de literatura, locais onde se passam as histórias sempre são bem apresentados com riqueza em detalhes.
O lado psicológico das personagens é sempre enfatizado, assim como o lado obscuro do homem (ganância, corrupção, luxúria, materialismo...) tudo se passa meio a histórias de grandes romances ou simples “aventuras” amorosas.

Leitura sugerida: Gabriela (Jorge Amado);
Cinco Minutos (José Alencar).


MITOS


Mitos são histórias passadas de boca em boca, não se sabendo, na maioria das vezes, quem precisamente seria o autor. Muitas vezes o escritor que primeiro escreve sobre um mito passa a ser seu progenitor.
Publicado no jornal Diário Gaúcho por Júlio Vallim (tenho que fazer uma propaganda,heheheh)

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